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	<title>Fundação Metropolitana &#187; Carlos Bittencourt Almeida</title>
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	<description>Fundação Educacional e Cultural Metropolitana</description>
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		<title>Abuso Sexual: Infância e Adolescência</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 16:58:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Há uma violência da qual crianças e adolescentes podem ser vítimas, que, num certo sentido, é pior do que a violência explícita do espancamento e do estupro. A violência manifesta deixa marcas no corpo. A pessoa pode ser denunciada, outros percebem. O estupro pode ser diagnosticado por um médico ginecologista. Porém existem abusadores inteligentes que não deixam marcas, não deixam pistas, se denunciados não há provas contra eles. Os processos podem dar em nada. Ouvi muitas histórias em muitos anos de profissão. São adultos que falam do que sofreram há 10 ou 20 anos. Muitas vezes ninguém nunca soube, ou apenas anos após os fatos transcorridos. Não é difícil emudecer uma criança pequena. Até 8 ou 9 anos, com freqüência tem pouca autodefesa. 1. Duas irmãs, entre 7 e 9 anos, em separado, são levadas para visitar os avós. O avô despe a menina, coloca-a em seu colo e acaricia-lhe o corpo. A avó sabe e cala. As visitas se repetem muitas vezes. Até que já um pouco mais crescida a criança adquire coragem e firmeza para dizer não, para recusar as visitas. Os pais nunca souberam. Quem suspeitaria dos próprios pais? Já adultas as jovens conversam entre si e descobrem que foram vítimas na mesma época. 2. A menina é levada para visitar o tio querido de toda família, o homem bom, acima de qualquer suspeita. Ele a presenteia, cuida com carinho, leva para passear, e a despe e a acaricia por todo o corpo, inclusive os genitais. A criança vive a tensão dolorosa de sentir aversão e prazer. As visitas se repetem muitas vezes até que a criança consegue recusar as visitas. Ninguém da família nunca soube. Apenas quando adulta comenta com o marido. 3. O padrasto, noite alta, faz visitas ao quarto da enteada de 13 anos. A mãe não permite que ela tranque a porta do quarto para dormir. Todos dormem com as portas destrancadas. Ele acaricia-lhe o corpo por dentro da roupa e os genitais. A jovem não consegue dizer não, não consegue falar com ninguém. Sua relação com a mãe não é boa. O padrasto é homem de excelente reputação, sem vícios, considerado por todos honesto, responsável, inteligente, íntegro. As visitas duram anos. A jovem o interpela um dia, durante o período diurno, já sendo maior de idade. Ele se justifica: ”Sou doente.” Por fim ela muda-se para outra cidade e vai viver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abuso-sexual1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6772" title="abuso sexual" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abuso-sexual1.jpg" alt="" width="396" height="285" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há uma violência da qual crianças e adolescentes podem ser vítimas, que, num certo sentido, é pior do que a violência explícita do espancamento e do estupro. A violência manifesta deixa marcas no corpo. A pessoa pode ser denunciada, outros percebem. O estupro pode ser diagnosticado por um médico ginecologista. Porém existem abusadores inteligentes que não deixam marcas, não deixam pistas, se denunciados não há provas contra eles. Os processos podem dar em nada.</p>
<p>Ouvi muitas histórias em muitos anos de profissão. São adultos que falam do que sofreram há 10 ou 20 anos. Muitas vezes ninguém nunca soube, ou apenas anos após os fatos transcorridos. Não é difícil emudecer uma criança pequena. Até 8 ou 9 anos, com freqüência tem pouca autodefesa.</p>
<p>1. Duas irmãs, entre 7 e 9 anos, em separado, são levadas para visitar os avós. O avô despe a menina, coloca-a em seu colo e acaricia-lhe o corpo. A avó sabe e cala. As visitas se repetem muitas vezes. Até que já um pouco mais crescida a criança adquire coragem e firmeza para dizer não, para recusar as visitas. Os pais nunca souberam. Quem suspeitaria dos próprios pais? Já adultas as jovens conversam entre si e descobrem que foram vítimas na mesma época.</p>
<p>2. A menina é levada para visitar o tio querido de toda família, o homem bom, acima de qualquer suspeita. Ele a presenteia, cuida com carinho, leva para passear, e a despe e a acaricia por todo o corpo, inclusive os genitais. A criança vive a tensão dolorosa de sentir aversão e prazer. As visitas se repetem muitas vezes até que a criança consegue recusar as visitas. Ninguém da família nunca soube. Apenas quando adulta comenta com o marido.</p>
<p>3. O padrasto, noite alta, faz visitas ao quarto da enteada de 13 anos. A mãe não permite que ela tranque a porta do quarto para dormir. Todos dormem com as portas destrancadas. Ele acaricia-lhe o corpo por dentro da roupa e os genitais. A jovem não consegue dizer não, não consegue falar com ninguém. Sua relação com a mãe não é boa. O padrasto é homem de excelente reputação, sem vícios, considerado por todos honesto, responsável, inteligente, íntegro. As visitas duram anos. A jovem o interpela um dia, durante o período diurno, já sendo maior de idade. Ele se justifica: ”Sou doente.” Por fim ela muda-se para outra cidade e vai viver longe.</p>
<p>4. Um menino de 9 anos fica amigo de um homem adulto muito gentil com crianças do sexo masculino. Faz brinquedos para elas, leva-as para passear, conquista a confiança dos pais e as leva em pequenas viagens a fazendas nas redondezas. Após um destes passeios, à noite, na carroceria de um caminhão em movimento, ele acaricia as coxas nuas do menino. Este acha estranho e ele se justifica:  &#8216;Porque não, eu sou teu maior amigo.&#8217; A criança consegue afastar-se e não sai mais com ele. Ninguém jamais soube do fato.</p>
<p>5. A mãe quando precisa ausentar-se deixa a filha entre 6 e 9 anos aos cuidados do seu sobrinho predileto, em quem confia. Numa casa grande, deserta, em absoluto silêncio, no escuro total, a criança é estuprada muitas vezes ao longo dos anos. Relações anais. Ninguém nunca soube. Com o tempo a criança consegue recusar-se a ficar no local. Continua conviver com o criminoso, mas nunca o denunciou, mesmo depois de adulta. Ele permanece desfrutando de ótima reputação na família e fora dela.</p>
<p>A reação de cada criança ou adulto ao trauma, seja de origem sexual ou de qualquer outro tipo, é sempre individual. Há mulheres abusadas na infância ou adolescência, mesmo se vítimas de estupro, que conseguem se refazerem e terem uma vida sexual  plena, livre e normal. Outras, embora consigam viver sexualmente em plenitude, têm na memória do estupro ou abuso uma ferida permanente que arde na solidão, lateja, pulsa de tempos em tempos, desvitalizando, enchendo a alma de tristeza. E existem mulheres que jamais se recuperam. Têm medo dos homens. Buscam vida sexual, não desejam a solidão, mas o medo invade o envolvimento. Nunca relaxam totalmente. Lembram com freqüência os traumas sofridos há anos, na hora em que estão com a pessoa que amam e desejam. Desenvolvem um padrão doentio, doloroso, uma chaga aberta que do passado invade a vida no presente de cada envolvimento erótico e sexual.</p>
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		<title>Homens Perigosos</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 16:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste artigo não estará em foco o assassino, o estuprador, o torturador. Os jornais diários falam bastante destes personagens e eles tem adequada cobertura no código penal brasileiro. Existe um tipo de homem que pratica uma violência mais sutil, mais inteligente, que não deixa marcas no corpo e sim no interior das pessoas, invisíveis, impalpáveis, mas frequentemente muito dolorosas. A mulher jovem, em busca do grande amor de sua vida, aquele com o qual se casará e terá filhos, não raramente encontra homens que falam a linguagem que toca seu coração. Homens que em poucas semanas ou meses de namoro já falam em casamento, tem pressa para casar, querem ter filhos o mais rápido possível. Diante de tantos homens jovens que fogem de compromisso, escorregadios, que querem apenas &#8216;ficar&#8217;, homens assim tão desejosos de um compromisso sério parecem um achado raro e precioso. Já durante o namoro aparecem pequenos sinais. Estes homens desejosos de compromisso rápido costumam ser ciumentos, às vezes muito ciumentos, possessivos. Controlam tudo que a amada faz, onde vai, com quem se encontra. Ligam frequentemente, querem relatório, falam longamente sobre a importância da fidelidade, de viverem um para o outro, de fugir das más companhias. Preferem que sua amada se afaste das amigas e que conviva pouco com a própria família. Querem ser o centro absoluto da vida da namorada. Não querem que ela ouça maus conselhos de suas amigas ou que tenha delas maus exemplos. Querem que se afaste de sua própria família, porque ela agora terá a sua família, seus próprios filhos e precisa afastar-se de sua família de origem porque deve desenvolver sua independência, confiar nele, seu namorado, noivo e futuro marido e afastar-se de todas as influências prejudiciais. Não raramente começa a semear na mente da namorada ou noiva a idéia de que não é necessário que ela trabalhe, que ele é homem o bastante para sustentar ela e os filhos. Se ela ainda é estudante, vigia-a com rigor. Nada é pior do que o ambiente de uma escola, entre pessoas de ambos os sexos, para desviar uma noiva do bom caminho. Se ele for cauteloso o bastante consegue que a noiva ou jovem esposa fique grávida, porque aí terá que abandonar o trabalho ou os estudos, para ser uma mãe dedicada em tempo integral. A partir da gravidez um novo homem começa a aparecer. Se antes era zeloso, carinhoso, paciente, dedicado, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6479" href="http://www.metro.org.br/carlos/homens-perigosos/homens-perigosos"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6479" title="homens perigosos" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/12/homens-perigosos-312x400.jpg" alt="" width="312" height="400" /></a></p>
<p>Neste artigo não estará em foco o assassino, o estuprador, o torturador. Os jornais diários falam bastante destes personagens e eles tem adequada cobertura no código penal brasileiro. Existe um tipo de homem que pratica uma violência mais sutil, mais inteligente, que não deixa marcas no corpo e sim no interior das pessoas, invisíveis, impalpáveis, mas frequentemente muito dolorosas.</p>
<p>A mulher jovem, em busca do grande amor de sua vida, aquele com o qual se casará e terá filhos, não raramente encontra homens que falam a linguagem que toca seu coração. Homens que em poucas semanas ou meses de namoro já falam em casamento, tem pressa para casar, querem ter filhos o mais rápido possível. Diante de tantos homens jovens que fogem de compromisso, escorregadios, que querem apenas &#8216;ficar&#8217;, homens assim tão desejosos de um compromisso sério parecem um achado raro e precioso.</p>
<p>Já durante o namoro aparecem pequenos sinais. Estes homens desejosos de compromisso rápido costumam ser ciumentos, às vezes muito ciumentos, possessivos. Controlam tudo que a amada faz, onde vai, com quem se encontra. Ligam frequentemente, querem relatório, falam longamente sobre a importância da fidelidade, de viverem um para o outro, de fugir das más companhias. Preferem que sua amada se afaste das amigas e que conviva pouco com a própria família. Querem ser o centro absoluto da vida da namorada. Não querem que ela ouça maus conselhos de suas amigas ou que tenha delas maus exemplos. Querem que se afaste de sua própria família, porque ela agora terá a sua família, seus próprios filhos e precisa afastar-se de sua família de origem porque deve desenvolver sua independência, confiar nele, seu namorado, noivo e futuro marido e afastar-se de todas as influências prejudiciais.</p>
<p>Não raramente começa a semear na mente da namorada ou noiva a idéia de que não é necessário que ela trabalhe, que ele é homem o bastante para sustentar ela e os filhos. Se ela ainda é estudante, vigia-a com rigor. Nada é pior do que o ambiente de uma escola, entre pessoas de ambos os sexos, para desviar uma noiva do bom caminho.</p>
<p>Se ele for cauteloso o bastante consegue que a noiva ou jovem esposa fique grávida, porque aí terá que abandonar o trabalho ou os estudos, para ser uma mãe dedicada em tempo integral. A partir da gravidez um novo homem começa a aparecer. Se antes era zeloso, carinhoso, paciente, dedicado, por vezes até humilde e suplicante, querendo o tempo, atenção e carinho da namorada ou esposa, agora começa a relaxar. Chega mais tarde em casa, fica mais tempo com os amigos, fica mais impaciente com a esposa. Ao nascer o filho relaxa mais ainda. Mulher com um recém nascido é mulher bem presa, não oferece perigo importante, é pouco cobiçável, tem pouca mobilidade. O doce e dedicado namorado vai tornando-se arrogante, dá ordens, é ríspido, discute, impõe seus desejos, quer ser servido, não a ajuda cuidar do filho, arranja desculpas cada vez mais freqüentes para chegar tarde em casa, alega compromissos no trabalho ou simplesmente estava com os amigos, por que os homens precisam disto.</p>
<p>Muitas vezes já ouvi a esposa dizer: &#8216;Ele está casado mas quer ter vida de solteiro&#8217;. Cuidando de um bebê, sem profissão, afastada das amizades e da família a mulher fica refém da situação. Chora em silêncio, se amargura e tenta dedicar-se ao filho, tirar da maternidade sua principal alegria. Com o tempo o filho cresce um pouco, ela começa a pensar em voltar aos estudos ou trabalhar. Ele dificulta ao máximo, fica bravo e começa a desejar ter mais um filho. Se teve uma menina, agora quer um menino e vice versa. Alega que filho único fica mimado e problemático. Insiste, insiste até que a mulher cede porque em geral gosta de ser mãe, acha que dois filhos ou um casal é melhor do que filho único. Com um novo bebê no lar o marido respira aliviado. &#8216;Agora fica mais difícil ela sair fora&#8217;. O casamento vai ficando cada vez pior.</p>
<p>Depois que os dois filhos já cresceram um tanto ela fala em separação. Mas com freqüência não tem para onde ir. Muitas vezes a família de origem não a quer de volta com 2 ou 3 filhos e sem renda. Como não se profissionalizou, se volta a trabalhar ganha pouco, não tem quem fique com os filhos, ou estes ficam mal cuidados. Muitas vezes mantém o casamento para não prejudicar os filhos. Aceita &#8216;servir&#8217; ao marido sexualmente, porque já perdeu completamente o interesse nele depois de tanto sofrimento e decepção. Quando o recusa sexualmente há brigas violentas, verbais ou corporais. Ele a acusa de adultério. &#8216;Se você não me quer é porque está com outro&#8217;. Alguns homens ameaçam: &#8216;Se você separar de mim eu te mato e mato a tua família&#8217;. Muitas se conformam, se calam e vão levando.</p>
<p>Outros homens, não tão ferozes, quando a mulher se separa e volta para a casa dos pais, fazem assédio intenso. Choram, se dizem arrependidos, pedem perdão de joelhos, dizem que vão mudar, que querem mais uma chance, que ele não soube dar valor a ela, que não consegue viver sem ela, que vai se suicidar. Por semanas ou meses vigiam o tempo todo, não dão trégua, a procuram infindavelmente querendo conversar. Muitas mulheres então, na doce ilusão de que terão um marido melhor, já que ele soube reconhecer seus erros em público e com tanto sentimento, voltam a morar com ele achando que agora vai valer a pena, vai ser feliz.</p>
<p>Por algumas semanas ou meses ele fica melhor e aos poucos tudo vai voltando ao normal, ou então fica pior do que antes, porque o homem quer vingança por ter se humilhado tanto para tê-la de volta. Se for bastante esperto, faz com que ela engravide ainda no período em que está &#8216;bonzinho&#8217;, tentando convencê-la de que é um novo homem e que um filho vai unir o casal nesta nova fase.</p>
<p>O desfecho deste tipo de casamento é variável. Quando a mulher fica, às vezes torna-se depressiva e dependente de remédios psiquiátricos, outras vezes desenvolve doenças corporais graves. Às vezes consegue separar-se e refazer sua vida com outro homem, ou então depois de separada vive apenas para ser mãe, temerosa dos homens em geral.</p>
<p>Casar-se e ter filhos com um homem assim não é destino. É escolha. É imprudência. É preciso conviver longamente com alguém antes de decidir-se casar e ter filhos. A mulher que quer ser dona da própria vida necessita ficar alerta para não se deixar seduzir pela pressa masculina por casamento e filhos. Ter uma profissão, estudar o máximo para ter renda suficiente, jamais renunciar à própria carreira em prol de marido e filhos, manter laços íntimos com amigos e família. Não se isolar. Ter uma rede de apoio que possa ajudá-la a pensar e dar-lhe abrigo em caso de necessidade. Jamais renunciar ao sonho de viver um grande amor, ser exigente, não ficar com um homem cheio de defeitos apenas por medo da solidão. Se a solidão amorosa é ruim é ainda apenas um purgatório. Casar e ter filhos com um mau marido, isto sim é o inferno na Terra. Não precisamos passar por isto.<strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Recomeçar Sempre</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 18:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Consciente ou inconscientemente buscamos o prazer, a alegria, a felicidade, a plenitude. Para aquele que tem coragem e se lança sobre a vida com atenção e interesse a vida alimenta. Mas o contraponto de sofrimento, dor, tristeza, medo, frustração, vazio, tédio, amargura, também existe. Onde está o porto seguro, o grande amor que para sempre nos fará felizes, a realização profissional que justificará todos os nossos esforços? Serão apenas quimeras, miragens, doces ilusões que a vida se encarrega de destruir? Aquele que busca o permanente, a base estável, percebe que a vida flutua sobre água. Dentro do barco um movimento em falso te lançará dentro da água. A vida não nos dá descanso longo. É incansável. Exige de nós sempre novos esforços. A doçura da novidade, o encanto da descoberta é seguido por um mar imenso de repetições. A novidade passa e se torna familiar, normal, agradável, mas já sem a intensidade explosiva do novo. Quanta criatividade, busca incessante, precisamos ter para reencontrar o novo, a descoberta, o frescor intenso da beleza que se revela diante de nós, à medida que ganhamos idade, em que décadas de vida vão se acumulando em nossa memória e em nosso corpo. Quem não faz isto, quem fracassa neste esforço, envelhece, consegue a triste estabilidade dos derrotados, dos amargos, dos depressivos, daquele que acha que a vida é uma grande ilusão, que tudo é vaidade, que a felicidade, o amor, não passa de um desejo inalcançável. A estabilidade negativa é fácil. É muito freqüente encontrarmos pessoas, principalmente a partir da meia idade, dos 40 anos, que estão firmes, estáveis, seguros dentro da tristeza, do tédio, do desânimo, da aridez. Sentem-se vazios, desanimados, acham que seu tempo de ser feliz já passou, já nada esperam das décadas que virão. A vida exige de nós muita ambição, atitude de garimpeiro. Com avidez revolver uma tonelada de terra para encontrar pequena pepita de ouro. Se somos capazes desta atitude, não vamos envelhecer. O corpo ganha anos, mas a alegria da criança descobrindo o mundo pode ser nossa. Existem pessoas que se amarguram de modo permanente porque não encontraram no amor erótico aquilo que sonharam. Foram um dia apaixonadas e, depois de anos de convivência, aquele que um dia foi seu príncipe encantado, hoje é fonte de decepções constantes. Mesmo duas pessoas que se amaram profundamente, que foram intensamente felizes juntas por meses ou alguns anos, podem descobrir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6286" href="http://www.metro.org.br/carlos/recomecar-sempre/felizes-para-sempre"><img class="aligncenter size-full wp-image-6286" title="felizes para sempre" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/12/felizes-para-sempre.jpg" alt="" width="255" height="340" /></a></p>
<p>Consciente ou inconscientemente buscamos o prazer, a alegria, a felicidade, a plenitude. Para aquele que tem coragem e se lança sobre a vida com atenção e interesse a vida alimenta. Mas o contraponto de sofrimento, dor, tristeza, medo, frustração, vazio, tédio, amargura, também existe. Onde está o porto seguro, o grande amor que para sempre nos fará felizes, a realização profissional que justificará todos os nossos esforços? Serão apenas quimeras, miragens, doces ilusões que a vida se encarrega de destruir?</p>
<p>Aquele que busca o permanente, a base estável, percebe que a vida flutua sobre água. Dentro do barco um movimento em falso te lançará dentro da água. A vida não nos dá descanso longo. É incansável. Exige de nós sempre novos esforços. A doçura da novidade, o encanto da descoberta é seguido por um mar imenso de repetições. A novidade passa e se torna familiar, normal, agradável, mas já sem a intensidade explosiva do novo.</p>
<p>Quanta criatividade, busca incessante, precisamos ter para reencontrar o novo, a descoberta, o frescor intenso da beleza que se revela diante de nós, à medida que ganhamos idade, em que décadas de vida vão se acumulando em nossa memória e em nosso corpo. Quem não faz isto, quem fracassa neste esforço, envelhece, consegue a triste estabilidade dos derrotados, dos amargos, dos depressivos, daquele que acha que a vida é uma grande ilusão, que tudo é vaidade, que a felicidade, o amor, não passa de um desejo inalcançável. A estabilidade negativa é fácil. É muito freqüente encontrarmos pessoas, principalmente a partir da meia idade, dos 40 anos, que estão firmes, estáveis, seguros dentro da tristeza, do tédio, do desânimo, da aridez. Sentem-se vazios, desanimados, acham que seu tempo de ser feliz já passou, já nada esperam das décadas que virão.</p>
<p>A vida exige de nós muita ambição, atitude de garimpeiro. Com avidez revolver uma tonelada de terra para encontrar pequena pepita de ouro. Se somos capazes desta atitude, não vamos envelhecer. O corpo ganha anos, mas a alegria da criança descobrindo o mundo pode ser nossa.</p>
<p>Existem pessoas que se amarguram de modo permanente porque não encontraram no amor erótico aquilo que sonharam. Foram um dia apaixonadas e, depois de anos de convivência, aquele que um dia foi seu príncipe encantado, hoje é fonte de decepções constantes. Mesmo duas pessoas que se amaram profundamente, que foram intensamente felizes juntas por meses ou alguns anos, podem descobrir que amar não basta, que a convivência íntima, cotidiana, traz questões, impossibilidades de convivência, que sufocam e tornam impotente o doce e intenso amor dos primeiros anos da relação.</p>
<p>Será que isto significa que não existiu amor de verdade? Será que tudo foi um sonho que não resistiu ao teste da realidade? O fato de existir amor verdadeiro entre um homem e uma mulher não significa que este amor é o bastante para resolver todas as dificuldades, atritos e incompatibilidades que a convivência cotidiana coloca. O amor pode ser verdadeiro mas não tem potência ilimitada. Talvez conviver menos, talvez morar em casas separadas, talvez romper a relação seja inevitável. É isto um fracasso do amor? Sim e não.  Se eu fui feliz com alguém, intensa e profundamente, ou de modo doce e suave e calmo, durante um ano, cinco anos, dez anos, é um amor que gerou frutos, pedras preciosas de alegria para sempre vivas dentro de mim.</p>
<p>O amor pode durar não apenas na permanência da convivência cotidiana, mas também na gratidão por alguém com quem eu fui feliz por meses ou anos. Pode não durar mais como amor apaixonado e erótico, mas pode sobreviver como amizade íntima ou então apenas como um bem querer que sobrevive dentro de nós na distância, misturando gratidão, alegria e tristeza por não ter durado tanto quanto gostaríamos.</p>
<p>Para sermos &#8216;felizes para sempre&#8217; é necessário conservar a disposição de recomeçar. Surgirá um novo amor? Talvez&#8230; Mas apenas para quem tiver a disposição de desfrutar com alegria o que a vida tem de bom, o que cada pessoa pode nos trazer de alegria, consolo &#8211; horas, dias ou meses de convivência feliz.  Durando dias ou anos cada novo amor pode nos fazer &#8216;felizes para sempre&#8217;. Permanece vivo dentro de nós, se soubermos extrair o veneno do desejo frustrado, das decepções, da dor da perda e do abandono.</p>
<p>Se não houver um novo amor e se conservarmos a atitude de garimpeiro podemos descobrir pessoas novas, livros, música, atividades, passeios, filmes, que por horas, dias ou meses possam nos dar pepitas de alegria e encantamento. A vida é fluxo. Instável, variada, cheia de solavancos, sempre em movimento. A nossa alegria estável virá de nossa capacidade de sempre recomeçar com olhar encantado e apaixonado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Agir e Contemplar</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 11:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pessoas que são como cachoeiras. Se derramam sobre o mundo, fazem barulho, têm uma energia de auto-expressão clara, nítida, evidente. São comunicativas, dinâmicas, expressam suas opiniões, tentam impor suas idéias, são agressivas ou então alegres, expansivas. Tendem a gostar de si, a terem autoconfiança, gostam de comunicar, fazem propagandas com facilidade, gostam de estar em movimento, agir. Outros revelam o tipo oposto. São como lagos. Mais calados, reservados, receptivos. Têm facilidade para ouvir, são mais autocontrolados. Uns gostam de isolamento, da solidão, são de poucos amigos. Outros são sociáveis, mas de um modo calmo, sossegado. Gostam de companhia, são acolhedores, gentis, receptivos. Tendem a ser pacientes, meticulosos, trabalham em silêncio, não buscam aparecer. Em geral tem menos autoconfiança na ação exterior, mas em compensação tem mais autoconsciência. Avaliam mais os efeitos de seus atos sobre os outros. O primeiro tipo tende mais para a ação, o segundo para contemplar. Se observamos o nosso ato de respirar podemos ter uma imagem do significado destes tipos. Quando inspiramos o ar penetra em nós, nos alimenta, preenche. O mundo vem para dentro de nós. Quando soltamos o ar nos esvaziamos, relaxamos, derramamos sobre o mundo o ar que esteve em nós. No primeiro tipo, no extrovertido, predomina a expiração, no segundo, no introvertido, a inspiração. Quase sempre predomina em nós uma das duas tendências. Isto equivale a dizer que somos um tanto unilaterais, desequilibrados. O excesso de introversão pode tornar a pessoa demasiado tímida, medrosa, com dificuldades de se defender e de se expressar. A pessoa adia a ação frequentemente por dúvidas de se já sabe o suficiente o que deve ser feito. Pode pecar por omissão. O excesso de extroversão traz consigo o perigo da arrogância, do autoritarismo, da autoconfiança excessiva. A pessoa age precipitadamente, ouve pouco e acha que esta quase sempre certa. Há o perigo de carência de vida interior, de profundidade, de um aprendizado através da vida. A pessoa quer impor-se e assimila pouco. O equilíbrio não virá naturalmente. Precisamos querer e buscá-lo. No fundo de nós há um anseio pelos dois modos de relação com o mundo, com as pessoas. Queremos receber, compreender, sentir dentro de nós vida interior, sentimentos intensos, pensamentos claros, autoconfiança. Por outro lado temos a fome de auto-expressão. Queremos ser compreendidos, ser capazes de realizar algo que outras pessoas possam reconhecer e receber como valioso e bom. Influir, deixar nossa marca individual sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6117" href="http://www.metro.org.br/carlos/agir-e-contemplar/agir-e-contemplar"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6117" title="agir e contemplar" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/11/agir-e-contemplar-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Há pessoas que são como cachoeiras. Se derramam sobre o mundo, fazem barulho, têm uma energia de auto-expressão clara, nítida, evidente. São comunicativas, dinâmicas, expressam suas opiniões, tentam impor suas idéias, são agressivas ou então alegres, expansivas. Tendem a gostar de si, a terem autoconfiança, gostam de comunicar, fazem propagandas com facilidade, gostam de estar em movimento, agir.</p>
<p>Outros revelam o tipo oposto. São como lagos. Mais calados, reservados, receptivos. Têm facilidade para ouvir, são mais autocontrolados. Uns gostam de isolamento, da solidão, são de poucos amigos. Outros são sociáveis, mas de um modo calmo, sossegado. Gostam de companhia, são acolhedores, gentis, receptivos. Tendem a ser pacientes, meticulosos, trabalham em silêncio, não buscam aparecer. Em geral tem menos autoconfiança na ação exterior, mas em compensação tem mais autoconsciência. Avaliam mais os efeitos de seus atos sobre os outros.</p>
<p>O primeiro tipo tende mais para a ação, o segundo para contemplar. Se observamos o nosso ato de respirar podemos ter uma imagem do significado destes tipos. Quando inspiramos o ar penetra em nós, nos alimenta, preenche. O mundo vem para dentro de nós. Quando soltamos o ar nos esvaziamos, relaxamos, derramamos sobre o mundo o ar que esteve em nós. No primeiro tipo, no extrovertido, predomina a expiração, no segundo, no introvertido, a inspiração. Quase sempre predomina em nós uma das duas tendências. Isto equivale a dizer que somos um tanto unilaterais, desequilibrados. O excesso de introversão pode tornar a pessoa demasiado tímida, medrosa, com dificuldades de se defender e de se expressar. A pessoa adia a ação frequentemente por dúvidas de se já sabe o suficiente o que deve ser feito. Pode pecar por omissão. O excesso de extroversão traz consigo o perigo da arrogância, do autoritarismo, da autoconfiança excessiva. A pessoa age precipitadamente, ouve pouco e acha que esta quase sempre certa. Há o perigo de carência de vida interior, de profundidade, de um aprendizado através da vida. A pessoa quer impor-se e assimila pouco.</p>
<p>O equilíbrio não virá naturalmente. Precisamos querer e buscá-lo. No fundo de nós há um anseio pelos dois modos de relação com o mundo, com as pessoas. Queremos receber, compreender, sentir dentro de nós vida interior, sentimentos intensos, pensamentos claros, autoconfiança. Por outro lado temos a fome de auto-expressão. Queremos ser compreendidos, ser capazes de realizar algo que outras pessoas possam reconhecer e receber como valioso e bom. Influir, deixar nossa marca individual sobre o mundo exterior.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Paternidade Responsável</title>
		<link>http://www.metro.org.br/carlos/paternidade-responsavel</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 13:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A questão da relação dos homens com seus filhos gerados fora do casamento ou após a separação é bem característica. Muito freqüentemente o laço dos homens com seus filhos é frouxo. O homem se relaciona com uma mulher, e dentro de um laço afetivo erótico, ou apenas erótico tem relações sexuais com ela. Se ela engravida, às vezes deseja que ela aborte. É dentro dela que aquela vida, aquele ser está se desenvolvendo. Com muita freqüência a mulher desenvolve um laço afetivo intenso com a gestação, com o ser que sente ou sabe que está morando dentro de si, em desenvolvimento. É muito cômodo para o homem pedir que ela aborte. Não é ele quem vai carregar esta marca pelo resto de sua vida. Se a gestação vai a termo é a mulher que sente esta vida dentro de si, que tem que expulsá-la na hora do parto, que vai amamentá-lo e que quase sempre terá a maior parte dos cuidados com a criança pelo menos nos primeiros anos de vida &#8211; e muitas vezes por toda a infância desta criança. Os homens ficam como provedores mais ou menos envolvidos afetivamente, com freqüência incomodados com a presença dos filhos que atrapalham e dificultam a vida sexual do casal. Além do que, o laço afetivo intenso das mulheres com seus filhos, muitas vezes desperta ciúmes no homem, rivalidade, sente-se excluído. Quando o filho foi gerado fora do casamento, às vezes convive pouco com a criança, ou porque a “legítima esposa” não sabe do filho, ou porque ela tem medo de que através do contato com a criança o homem tenha novas oportunidades de vida sexual com a antiga namorada. Quando a mulher pede a separação, com freqüência o homem tenta castigá-la, dificultando a pensão alimentícia, tornando-se omisso com a criança ou mesmo se desinteressando dos filhos que teve com esta mulher. &#8220;Se você não me quer mais como marido eu te castigo e deixo você sofrer criando os filhos sozinha. Eu era até um bom pai, mas se você não me quer, não vou pajear as crianças para você namorar em paz.&#8221; Já observei este fenômeno muitas vezes. Muitos pais só são pais enquanto vivem com os filhos. Quando passam a viver em casas separadas &#8211; mesmo se foi ele quem quis a separação &#8211; &#8216;esquece&#8217; que tem filhos, ou os trata com distância e falta de compromisso. Além disto a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5925" href="http://www.metro.org.br/carlos/paternidade-responsavel/paternidade"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5925" title="paternidade" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/10/paternidade-500x281.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a></p>
<p>A questão da relação dos homens com seus filhos gerados fora do casamento ou após a separação é bem característica. Muito freqüentemente o laço dos homens com seus filhos é frouxo. O homem se relaciona com uma mulher, e dentro de um laço afetivo erótico, ou apenas erótico tem relações sexuais com ela. Se ela engravida, às vezes deseja que ela aborte. É dentro dela que aquela vida, aquele ser está se desenvolvendo. Com muita freqüência a mulher desenvolve um laço afetivo intenso com a gestação, com o ser que sente ou sabe que está morando dentro de si, em desenvolvimento.</p>
<p>É muito cômodo para o homem pedir que ela aborte. Não é ele quem vai carregar esta marca pelo resto de sua vida. Se a gestação vai a termo é a mulher que sente esta vida dentro de si, que tem que expulsá-la na hora do parto, que vai amamentá-lo e que quase sempre terá a maior parte dos cuidados com a criança pelo menos nos primeiros anos de vida &#8211; e muitas vezes por toda a infância desta criança.</p>
<p>Os homens ficam como provedores mais ou menos envolvidos afetivamente, com freqüência incomodados com a presença dos filhos que atrapalham e dificultam a vida sexual do casal. Além do que, o laço afetivo intenso das mulheres com seus filhos, muitas vezes desperta ciúmes no homem, rivalidade, sente-se excluído. Quando o filho foi gerado fora do casamento, às vezes convive pouco com a criança, ou porque a “legítima esposa” não sabe do filho, ou porque ela tem medo de que através do contato com a criança o homem tenha novas oportunidades de vida sexual com a antiga namorada.</p>
<p>Quando a mulher pede a separação, com freqüência o homem tenta castigá-la, dificultando a pensão alimentícia, tornando-se omisso com a criança ou mesmo se desinteressando dos filhos que teve com esta mulher. &#8220;Se você não me quer mais como marido eu te castigo e deixo você sofrer criando os filhos sozinha. Eu era até um bom pai, mas se você não me quer, não vou pajear as crianças para você namorar em paz.&#8221;</p>
<p>Já observei este fenômeno muitas vezes. Muitos pais só são pais enquanto vivem com os filhos. Quando passam a viver em casas separadas &#8211; mesmo se foi ele quem quis a separação &#8211; &#8216;esquece&#8217; que tem filhos, ou os trata com distância e falta de compromisso.</p>
<p>Além disto a educação dos homens é extremamente falha com relação aos futuros filhos. As meninas, mesmo bem pequenas, cuidam de bonecas, como se filhos fossem, ensaiando na fantasia a futura maternidade. Os homens brincam com carros ou com esportes. As mães programam os filhos para que pouco tenham a ver com os futuros filhos, dizendo nas entrelhinhas para seus filhos homens: &#8216;Criar filhos é assunto das mulheres&#8217;. Suponho que a maioria dos pais acha que seu filho desenvolveria tendências homossexuais se ficar brincando de boneca, ensaiando cuidados com futuros bebês ou crianças.</p>
<p>Quando mais tarde o homem adulto quer apenas cuidar do seu carro ou sair com os amigos para praticar esportes, as mulheres ficam revoltadas com a omissão masculina diante dos filhos. Mas será que esta mesma mulher que reclama ensinará o seu filho pequeno a cuidar de bebês, &#8220;brincando de boneca&#8221;? Qual o filho homem que quando criança ganhou de aniversário um bebê de brinquedo? Talvez esta pergunta desperte riso em quem a ler, porque o nosso machismo está muito bem entranhado&#8230;</p>
<p>Felizmente, apesar da maioria das mães não ter preparado seus filhos para cuidar de bebês e crianças, existem muitos homens que são bons pais: interessados, responsáveis, sem medo de aparentar falta de masculinidade ao cuidar com carinho e competência de suas crianças. E que no caso de separação conjugal permanecem lúcidos, assumem os filhos de modo afetuoso e responsável.</p>
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		<title>Pais e Filhos</title>
		<link>http://www.metro.org.br/carlos/pais-e-filhos</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 16:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Laços afetivos intensos se formam entre pais e filhos. O modo como uma criança necessita de seus pais é diferente daquele do adolescente. Na vida adulta um outro tipo de vínculo se torna possível. Tanto pais quanto filhos às vezes têm dificuldades em fazer a transição de uma etapa para a outra. Num certo sentido nós temos que aprender a deixar de ser filhos. Se isto não acontece estamos emocionalmente doentes. Se a relação entre pais e filhos, após uma certa idade, não se torna a relação entre duas pessoas independentes e adultas, algo vai mal. Encontramos filhos adultos que se relacionam com seus pais como parasitas perpétuos. Sempre sugando, sempre pedindo, exigindo, reclamando, querendo receber mais e mais. Aquilo que foi normal e correto na infância quando se prolonga na vida adulta se torna doentio, mesquinho. O filho, quando criança, adolescente, necessita emocionalmente de seus pais. Costumamos dizer que ele ama seus pais. Na realidade só podemos ter clareza se alguém nos ama verdadeiramente quando esta pessoa não depende de nós, não precisa. Aí sim podemos ver se ela aprecia a nossa companhia, ou mesmo se ela é capaz de generosidade e preocupação genuína com nosso bem estar. E é uma dura realidade constatar, às vezes, que o filho adulto não ama seus pais, apenas necessita ou usa, tira proveito. Por outro lado há pais que não querem que seus filhos se tornem adultos. Querem ser obedecidos como se os filhos fossem ainda crianças. Querem impor seus valores morais, religião. Querem escolher quem o filho ou a filha vai namorar, querem que o filho siga determinada profissão. Os pais também, a partir de uma certa idade de seus filhos, precisam aprender a deixar de ser pais. Se a relação não se transforma gradualmente numa amizade, ou os filhos vão evitar a companhia dos pais ou então os filhos vão adoecer emocionalmente. Eternas crianças dependentes. Adultos no tamanho, seres humanos atrofiados. Para que os pais consigam dar este passo, ou seja, aprenderem a deixar de ser pais, é fundamental que cultivem uma vida própria, que tenham outros interesses na vida além daquele de ser pai e mãe. Assim, quando chegar a idade de &#8220;aposentar” da função de pais, sua vida não estará vazia, pois terão outros interesses nutritivos, outras alegrias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5839" href="http://www.metro.org.br/carlos/pais-e-filhos/pais-e-filhos"><img class="aligncenter size-full wp-image-5839" title="pais e filhos" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/10/pais-e-filhos.jpg" alt="" width="397" height="400" /></a></p>
<p>Laços afetivos intensos se formam entre pais e filhos. O modo como uma criança necessita de seus pais é diferente daquele do adolescente. Na vida adulta um outro tipo de vínculo se torna possível. Tanto pais quanto filhos às vezes têm dificuldades em fazer a transição de uma etapa para a outra. Num certo sentido nós temos que aprender a deixar de ser filhos. Se isto não acontece estamos emocionalmente doentes. Se a relação entre pais e filhos, após uma certa idade, não se torna a relação entre duas pessoas independentes e adultas, algo vai mal. Encontramos filhos adultos que se relacionam com seus pais como parasitas perpétuos. Sempre sugando, sempre pedindo, exigindo, reclamando, querendo receber mais e mais. Aquilo que foi normal e correto na infância quando se prolonga na vida adulta se torna doentio, mesquinho.</p>
<p>O filho, quando criança, adolescente, necessita emocionalmente de seus pais. Costumamos dizer que ele ama seus pais. Na realidade só podemos ter clareza se alguém nos ama verdadeiramente quando esta pessoa não depende de nós, não precisa. Aí sim podemos ver se ela aprecia a nossa companhia, ou mesmo se ela é capaz de generosidade e preocupação genuína com nosso bem estar. E é uma dura realidade constatar, às vezes, que o filho adulto não ama seus pais, apenas necessita ou usa, tira proveito.</p>
<p>Por outro lado há pais que não querem que seus filhos se tornem adultos. Querem ser obedecidos como se os filhos fossem ainda crianças. Querem impor seus valores morais, religião. Querem escolher quem o filho ou a filha vai namorar, querem que o filho siga determinada profissão. Os pais também, a partir de uma certa idade de seus filhos, precisam aprender a deixar de ser pais. Se a relação não se transforma gradualmente numa amizade, ou os filhos vão evitar a companhia dos pais ou então os filhos vão adoecer emocionalmente. Eternas crianças dependentes. Adultos no tamanho, seres humanos atrofiados.</p>
<p>Para que os pais consigam dar este passo, ou seja, aprenderem a deixar de ser pais, é fundamental que cultivem uma vida própria, que tenham outros interesses na vida além daquele de ser pai e mãe. Assim, quando chegar a idade de &#8220;aposentar” da função de pais, sua vida não estará vazia, pois terão outros interesses nutritivos, outras alegrias.</p>
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		<title>Apaixonar-se e o Medo de Amar</title>
		<link>http://www.metro.org.br/carlos/apaixonar-se-e-o-medo-de-amar</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 17:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem já se apaixonou intensa e profundamente por alguém, por longos períodos de tempo, conhece o perigo que é viver neste estado. Ficamos vulneráveis, expostos, sensíveis. Aquela pessoa torna-se o centro de nossa vida, a luz de nossos dias, a alegria maior. Deste modo ela detém sobre nós um imenso poder. O medo de perdê-la torna-se muito grande. Se este amor é correspondido, ao menos em parte, vivemos a dança feliz de ver este amor crescer, desabrochar. Nos revelamos, mas o outro também se mostra. Desejamos com avidez, mas nosso par também nos quer por perto. Precisa se reassegurar de nosso amor. Para muitas pessoas estarem apaixonadas é uma impossibilidade. Não que o digam desta forma, por que não soa bem alguém dizer que nunca se apaixona. &#8216;Estou apaixonado&#8217;, &#8216;eu te amo&#8217; são falas &#8216;necessárias&#8217; nas relações homem mulher. Nem sempre sinceras, mas &#8216;necessárias&#8217;. Mas para muitos, homens e mulheres, o grau de entrega, de vulnerabilidade do enamoramento seria devastador, dilacerante. Não querem correr este risco, ficarem tão expostos diante de alguém, dependerem tanto. Sim, por que estar apaixonado é depender, precisar do outro, é sentir-se vazio e sem rumo se perdemos a quem amamos, principalmente se por um período longo fomos correspondidos. Fugindo da possibilidade desta dor há pessoas que buscam alguém que se apaixone por elas. Querem ser amadas, desejadas, admiradas. Querem ser o centro da vida de alguém. Querem sentir a segurança de ter ao seu lado alguém para o qual se tornam indispensáveis, essenciais. Procuram conquistar, corresponder ao amor do outro, agradar, mas nunca se entregam verdadeiramente. Quem se entrega perde o controle, sai do comando, corre o risco de ser abandonado. Na vida amorosa nem sempre suportamos longos períodos de solidão, recusando novas possibilidades. Às vezes podemos nos envolver com alguém que está apaixonado por nós, mas, embora sentindo um amor profundo e verdadeiro pela pessoa, não sentimos por ela o verdadeiro enamoramento, não estamos apaixonados. Não se trata aqui do medo de amar, do medo da perda, da incapacidade de entrega. Podemos já ter vivido em nossa história relações de profundo apaixonamento, que acabaram por um motivo ou outro. Sabemos que temos esta capacidade de entrega e vulnerabilidade. Mas agora, com esta pessoa, sabemos que é um amor menos profundo. Verdadeiro, sincero, gratificante, mas ela não tem para nós motivos suficientes de atração, não a admiramos o suficiente para que tudo se derreta dentro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5549" href="http://www.metro.org.br/?attachment_id=5549"><img class="aligncenter size-full wp-image-5549" title="amar" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/09/amar.jpg" alt="" width="400" height="381" /></a></p>
<p>Quem já se apaixonou intensa e profundamente por alguém, por longos períodos de tempo, conhece o perigo que é viver neste estado. Ficamos vulneráveis, expostos, sensíveis. Aquela pessoa torna-se o centro de nossa vida, a luz de nossos dias, a alegria maior. Deste modo ela detém sobre nós um imenso poder. O medo de perdê-la torna-se muito grande. Se este amor é correspondido, ao menos em parte, vivemos a dança feliz de ver este amor crescer, desabrochar. Nos revelamos, mas o outro também se mostra. Desejamos com avidez, mas nosso par também nos quer por perto. Precisa se reassegurar de nosso amor.</p>
<p>Para muitas pessoas estarem apaixonadas é uma impossibilidade. Não que o digam desta forma, por que não soa bem alguém dizer que nunca se apaixona. &#8216;Estou apaixonado&#8217;, &#8216;eu te amo&#8217; são falas &#8216;necessárias&#8217; nas relações homem mulher. Nem sempre sinceras, mas &#8216;necessárias&#8217;. Mas para muitos, homens e mulheres, o grau de entrega, de vulnerabilidade do enamoramento seria devastador, dilacerante. Não querem correr este risco, ficarem tão expostos diante de alguém, dependerem tanto. Sim, por que estar apaixonado é depender, precisar do outro, é sentir-se vazio e sem rumo se perdemos a quem amamos, principalmente se por um período longo fomos correspondidos.</p>
<p>Fugindo da possibilidade desta dor há pessoas que buscam alguém que se apaixone por elas. Querem ser amadas, desejadas, admiradas. Querem ser o centro da vida de alguém. Querem sentir a segurança de ter ao seu lado alguém para o qual se tornam indispensáveis, essenciais. Procuram conquistar, corresponder ao amor do outro, agradar, mas nunca se entregam verdadeiramente. Quem se entrega perde o controle, sai do comando, corre o risco de ser abandonado.</p>
<p>Na vida amorosa nem sempre suportamos longos períodos de solidão, recusando novas possibilidades. Às vezes podemos nos envolver com alguém que está apaixonado por nós, mas, embora sentindo um amor profundo e verdadeiro pela pessoa, não sentimos por ela o verdadeiro enamoramento, não estamos apaixonados. Não se trata aqui do medo de amar, do medo da perda, da incapacidade de entrega.</p>
<p>Podemos já ter vivido em nossa história relações de profundo apaixonamento, que acabaram por um motivo ou outro. Sabemos que temos esta capacidade de entrega e vulnerabilidade. Mas agora, com esta pessoa, sabemos que é um amor menos profundo. Verdadeiro, sincero, gratificante, mas ela não tem para nós motivos suficientes de atração, não a admiramos o suficiente para que tudo se derreta dentro de nós e fiquemos apaixonados.</p>
<p>É possível ser feliz com alguém, conviver com alegria por longos períodos de tempo, mesmo que não amemos e desejemos com a mesma intensidade com a qual somos amados. Mas há aqui um perigo para quem ama e deseja mais. Há o risco da perda, porque se já conhecemos a imensa alegria do apaixonamento mútuo, da entrega recíproca, esta vivência brilha em nós como um sol, nos atrai como um imã e, se um dia a vivemos e perdemos, no fundo de nós existe o anseio de voltar a viver esta intensidade incomparável.</p>
<p>Existem pessoas para as quais um grande amor que foi vivido e depois rompeu-se mata dentro delas a capacidade de se entregaram novamente. Fecham-se. Ficam um pouco amargas ou pelo menos um tanto endurecidas. Podem envolver-se novamente, casarem-se até, mas nunca mais se entregam totalmente, ficam reservadas.</p>
<p>Para suportarmos os perigos desta vida é necessário muita autoestima, auto confiança, capacidade, inteligência, flexibilidade. Viver com saúde emocional e mantê-la ao longo da vida, sem fechar-se, sem fugir dos perigos, expor-se, ficar vulnerável, ser transparente, é um enorme desafio.</p>
<p>Por estranho que possa parecer quanto maior a nossa capacidade de suportar o sofrimento, de não ficarmos traumatizados com as dores, agressões, frustrações e perdas, maior será nossa capacidade de desfrutar a vida, de entregar-se a ela, não fugindo dos perigos porque dentro deles também podem existir imensas alegrias.</p>
<p>As mais intensas alegrias, as maiores conquistas estão abertas para aqueles que não fogem por medo de sofrer, que podem se expor a todos os perigos e sofrimentos com a confiança de que, dentro destes sofrimentos, ou depois deles a beleza da vida, de amar e ser amado, de descobrir o transcendente é sempre possível.</p>
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		<title>Obstáculos ao Crescimento Interior &#8211; Parte 2</title>
		<link>http://www.metro.org.br/carlos/obstaculos-ao-crescimento-interior-parte-2</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 15:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para desmontar este ponto de vista é necessário um profundo auto conhecimento, que podemos adquirir naturalmente, através da ajuda das pessoas com as quais nos relacionamos ou através de ajuda profissional. É preciso perceber que auto desprezo e ódio a si mesmo não ajuda ninguém a mudar, é apenas veneno, disfarçado de anseio de crescimento. Esta pessoa pode se tornar incapaz de sentir-se amada por alguém porque acha que não é digna, que estão sentindo pena dela, que estão mentindo quando dizem gostar dela. Acha que ela só será amada o dia em que for perfeita, em que perder a capacidade de errar. Como este dia não chega, sempre sente-se só. Ou então espera das pessoas um amor incondicional, que não vai receber. As pessoas podem gostar de nós, mas não é o tempo todo e nossos verdadeiros defeitos não vão despertar admiração em ninguém. Indo para o outo extremo há pessoas que no caminho para o crescimento interior tornam-se arrogantes. Consideram-se &#8216;quase&#8217; perfeitas. Os seus defeitos são vistos com nobres qualidades, aquilo que ela não consegue realizar passa a considerar indigno e desprezível. Justifica seus erros como lições intencionais que ela está proporcionando às pessoas. Tende a exigir mais dos outros que de si própria. Acha que tem sempre razão e quer que todos concordem com ela. Quer mandar e evita obedecer. Esta arrogância pode ser seletiva: a mesma pessoa pode ser humilde e receptiva com alguém que considere superior e arrogante e convencida diante de pessoas que despreze. Pode ainda ser arrogantemente humilde ou aparentar uma bondade orgulhosa e prepotente. Costuma ser eficiente em auto propaganda e vende de si uma imagem muito melhor que a realidade. Pode também vir camuflada no sentimento de estar sendo vítima de injustiças frequentemente, de não reconhecerem seu devido valor, de estar sendo alvo de calúnias. Pode entristecer-se e chorar porque as pessoas não percebem como é bondosa, responsável, competente e dedicada. Outro modo de prepotência são os jogos, as manipulações. A pessoa chantageia outros ou as manipula com maior ou menor habilidade pra que a obedeçam. Também o arrogante tende a viver só, não de fato, mas internamente. Quem está sempre representando um papel, sustentando uma fachada, não relaxa, não tira a máscara. Fica privado do verdadeiro encontro humano, de amar e sentir-se amado. Esta pessoa confunde ter um ideal com já te-lo incorporado em seu ser. Nem sempre nossas atitudes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5448" title="metro" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/08/metro.jpg" alt="" width="397" height="298" /></p>
<p>Para desmontar este ponto de vista é necessário um profundo auto conhecimento, que podemos adquirir naturalmente, através da ajuda das pessoas com as quais nos relacionamos ou através de ajuda profissional. É preciso perceber que auto desprezo e ódio a si mesmo não ajuda ninguém a mudar, é apenas veneno, disfarçado de anseio de crescimento.</p>
<p>Esta pessoa pode se tornar incapaz de sentir-se amada por alguém porque acha que não é digna, que estão sentindo pena dela, que estão mentindo quando dizem gostar dela. Acha que ela só será amada o dia em que for perfeita, em que perder a capacidade de errar. Como este dia não chega, sempre sente-se só. Ou então espera das pessoas um amor incondicional, que não vai receber. As pessoas podem gostar de nós, mas não é o tempo todo e nossos verdadeiros defeitos não vão despertar admiração em ninguém.</p>
<p>Indo para o outo extremo há pessoas que no caminho para o crescimento interior tornam-se arrogantes. Consideram-se &#8216;quase&#8217; perfeitas. Os seus defeitos são vistos com nobres qualidades, aquilo que ela não consegue realizar passa a considerar indigno e desprezível. Justifica seus erros como lições intencionais que ela está proporcionando às pessoas. Tende a exigir mais dos outros que de si própria. Acha que tem sempre razão e quer que todos concordem com ela. Quer mandar e evita obedecer. Esta arrogância pode ser seletiva: a mesma pessoa pode ser humilde e receptiva com alguém que considere superior e arrogante e convencida diante de pessoas que despreze. Pode ainda ser arrogantemente humilde ou aparentar uma bondade orgulhosa e prepotente. Costuma ser eficiente em auto propaganda e vende de si uma imagem muito melhor que a realidade. Pode também vir camuflada no sentimento de estar sendo vítima de injustiças frequentemente, de não reconhecerem seu devido valor, de estar sendo alvo de calúnias. Pode entristecer-se e chorar porque as pessoas não percebem como é bondosa, responsável, competente e dedicada.</p>
<p>Outro modo de prepotência são os jogos, as manipulações. A pessoa chantageia outros ou as manipula com maior ou menor habilidade pra que a obedeçam. Também o arrogante tende a viver só, não de fato, mas internamente. Quem está sempre representando um papel, sustentando uma fachada, não relaxa, não tira a máscara. Fica privado do verdadeiro encontro humano, de amar e sentir-se amado.  Esta pessoa  confunde ter um ideal com já te-lo incorporado em seu ser.</p>
<p>Nem sempre nossas atitudes em uma ou outra direção são óbvias. Alguém pode ser arrogante com muita classe, muita discrição. Pode dar a impressão apenas de alguém seguro e firme. Uma pessoa que se auto despreza pode aparentar apenas ser modesta, simples, um pouco insegura.</p>
<p>Podemos ainda alternar atitudes de auto desprezo e arrogância. Hipervalorizamos nossas qualidades e odiamos nossos defeitos. O crescimento interior passa entre estes dois extremos. O arrogante tende à preguiça, a achar que já fez muito. O que se despreza acha que tudo que faz é pouco, que não presta, que erra sempre, que é um fracasso. Quando deprimido o arrogante tende à auto piedade e o auto depreciativo tende ao ódio a si mesmo. Do equilíbrio entre estes extremos é que surge a verdadeira auto disciplina, o autêntico auto respeito. E o ritmo de cada pessoa é diferente. É por uma vigilância paciente e constante que podemos descobrir qual é nossa velocidade máxima, que evita a preguiça e a violência contra si mesmo.</p>
<p>Nós podemos colocar diante de nós os mais elevados ideais e caminhar de modo saudável em direção ao objetivo. Não é a grandeza de um ideal que o tornará impossível para nós. O que não pode ser perdido de vista é aquilo que nós somos hoje, é daí que temos de partir, sem colocarmos prazos impossíveis dentro dos quais temos que atingir a perfeição que almejamos. O ideal é como o horizonte à nossa frente, nossa bússola, aponta a direção.</p>
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		<title>Resposta ao Comentário do leitor Adriano</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 18:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do leitor Adriano ao artigo “Promiscuidade Feminina”: Prezado Carlos, vejo que você é um feminista. Não só porque a maior parte de suas clientes são mulheres, mas percebi que você tem um péssimo conceito dos homens. Você acredita mesmo que um homem consegue ser feliz na promiscuidade, sem nenhuma profundidade na relação? Você acha que se for a uma “casa de mulheres” encontrará homens felizes? Ou você imagina que os tipos Don Juan e Casanova são o protótipo de felicidade masculina? Resposta do autor: Eu não sei o que você chama de feminista. Tenho sido imensamente feliz com as mulheres e sou muito grato ao que pude receber nesta convivência. É claro que nem sempre sou feliz nestas relações, mas o sofrimento eventual é o preço que se paga pelo risco de viver. Tenho mais amigas do que amigos. Se achar que as mulheres têm direitos iguais aos dos homens é ser feminista, eu o sou. Eu não sei se os homens que frequentam garotas de programa são felizes, mas se eles pagam pelo serviço é porque algum lucro vêem na situação. Acho que o sonho da maioria dos homens seria ter todas as mulheres que desejassem, sem ter que pagar por isto. Talvez fiquem infelizes com uma garota de programa porque têm que pagar. Sabem que ela não foi seduzida nem conquistada. É um golpe na autoestima masculina. Segundo o relato de prostitutas publicado na literatura &#8211; veja por exemplo “Diário de Marise” de Vanessa de Oliveira &#8211; uma grande parte da clientela é de homens casados. Acho que a maioria dos homens preferiria uma esposa fixa, um lar seguro e outras eventuais, sem tensão e segredo. A principal diferença que vejo entre homens e mulheres nesta questão é que as mulheres quase sempre desejam um envolvimento erótico e afetivo, mesmo que seja com o amante. E raramente mantêm um laço afetivo e erótico com dois homens por longos períodos de tempo. Tendem a optar ou a reservar os sentimentos mais profundos para um dos parceiros e às vezes mantém o outro laço por razões nem sempre de afeto, mas de outros interesses: econômicos, práticos, por terem filhos em comum, etc. Já a maioria dos homens sentem prazer em envolvimentos quase puramente eróticos, sem afeto, ou com pouco afeto e sem compromisso. Para a maioria das mulheres a palavra compromisso aquece o coração. Para muitos homens, principalmente se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5320" title="Resposta-ao-Comentário-do-leitor-Adriano" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Resposta-ao-Comentário-do-leitor-Adriano.png" alt="" width="230" height="307" /></p>
<p>Comentário do leitor Adriano ao artigo “Promiscuidade Feminina”:</p>
<p>Prezado Carlos,</p>
<p>vejo que você é um feminista. Não só porque a maior parte de suas clientes são mulheres, mas percebi que você tem um péssimo conceito dos homens. Você acredita mesmo que um homem consegue ser feliz na promiscuidade, sem nenhuma profundidade na relação? Você acha que se for a uma “casa de mulheres” encontrará homens felizes? Ou você imagina que os tipos Don Juan e Casanova são o protótipo de felicidade masculina?</p>
<p>Resposta do autor:</p>
<p>Eu não sei o que você chama de feminista. Tenho sido imensamente feliz com as mulheres e sou muito grato ao que pude receber nesta convivência. É claro que nem sempre sou feliz nestas relações, mas o sofrimento eventual é o preço que se paga pelo risco de viver. Tenho mais amigas do que amigos. Se achar que as mulheres têm direitos iguais aos dos homens é ser feminista, eu o sou. Eu não sei se os homens que frequentam garotas de programa são felizes, mas se eles pagam pelo serviço é porque algum lucro vêem na situação. Acho que o sonho da maioria dos homens seria ter todas as mulheres que desejassem, sem ter que pagar por isto. Talvez fiquem infelizes com uma garota de programa porque têm que pagar. Sabem que ela não foi seduzida nem conquistada. É um golpe na autoestima masculina. Segundo o relato de prostitutas publicado na literatura &#8211; veja por exemplo “Diário de Marise” de Vanessa de Oliveira &#8211; uma grande parte da clientela é de homens casados. Acho que a maioria dos homens preferiria uma esposa fixa, um lar seguro e outras eventuais, sem tensão e segredo.</p>
<p>A principal diferença que vejo entre homens e mulheres nesta questão é que as mulheres quase sempre desejam um envolvimento erótico e afetivo, mesmo que seja com o amante. E raramente mantêm um laço afetivo e erótico com dois homens por longos períodos de tempo. Tendem a optar ou a reservar os sentimentos mais profundos para um dos parceiros e às vezes mantém o outro laço por razões nem sempre de afeto, mas de outros interesses: econômicos, práticos, por terem filhos em comum, etc. Já a maioria dos homens sentem prazer em envolvimentos quase puramente eróticos, sem afeto, ou com pouco afeto e sem compromisso. Para a maioria das mulheres a palavra compromisso aquece o coração. Para muitos homens, principalmente se já tem uma parceira fixa, compromisso significa ausência de liberdade, prisão, peso e até risco patrimonial e financeiro. Para a maioria dos homens, tendo já uma parceira fixa e segura, dizerem que tiveram dez aventuras com outras mulheres ao longo de um ano é um motivo de glória. Que eu saiba, dentro do que conheci até hoje das mulheres, o mesmo fato não as deixaria felizes. Quase sempre as mulheres que têm vários parceiros ao longo de um ano é porque estão procurando um porto seguro, ou que venha substituir a relação principal ou que a complemente em deficiências importantes.</p>
<p>Quanto a eu ter um péssimo conceito dos homens é uma meia verdade. Sou homem, heterossexual em todos os sentidos, e não me considero um péssimo ser humano. Não sou o único. Mas não sou eu quem inventou o fato que quase todos os estupros são masculinos, a grande maioria das violências corporais entre os casais são masculinas, a maior parte da população carcerária é masculina. Digamos que o gênero masculino, tomado de modo global, não tem &#8216;ficha limpa&#8217;. Não me envergonho de ser homem, nunca. Eu o sou com muito orgulho. Mas acho que os homens têm muito que melhorar.</p>
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		<title>Ter e Perder</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 16:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bittencourt Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Provei do fruto proibido Agora eu me queimo de saudade Queimo-me no gelo do desejo contrariado do abandono, da perda Mas tenho o bom fogo do desejo saciado em parte Doçura imensa Não lamento Valeu a pena O preço é alto, mas eu pulo novamente se for preciso Não sei para onde o vento me levará a partir deste abismo mas a alegria de voar compensa As visitas ao paraíso podem ser breves a dor da volta ao mundo árido é grande mas fiz destas visitas o objetivo de minha vida Apostei e perdi Apostei e ganhei É o jogo da vida Com o passar dos anos o sofrimento evapora Lentamente Se a vida quer, quando quer um novo amor devolve a alegria de viver e amar Não fui mimado Conheço a solidão o vazio a aridez em longos períodos de tempo Mas a primavera volta De novo a brisa, o perfume, a água fresca o leito macio e ardente de um novo amor a beleza que fascina e encanta Fico de novo tonto de alegria O fogo do desejo inflama o corpo e o coração De novo o milagre, o prazer intenso, a descoberta &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5301" title="Ter e Perder" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Ter-e-Perder.png" alt="" width="430" height="281" /></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Provei do fruto proibido</p>
<p style="text-align: center;">Agora eu me queimo de saudade</p>
<p style="text-align: center;">Queimo-me no gelo do desejo contrariado</p>
<p style="text-align: center;">do abandono, da perda</p>
<p style="text-align: center;">Mas tenho o bom fogo do desejo saciado em parte</p>
<p style="text-align: center;">Doçura imensa</p>
<p style="text-align: center;">Não lamento</p>
<p style="text-align: center;">Valeu a pena</p>
<p style="text-align: center;">O preço é alto, mas eu pulo novamente se for preciso</p>
<p style="text-align: center;">Não sei para onde o vento me levará a partir deste abismo</p>
<p style="text-align: center;">mas a alegria de voar compensa</p>
<p style="text-align: center;">As visitas ao paraíso podem ser breves</p>
<p style="text-align: center;">a dor da volta ao mundo árido é grande</p>
<p style="text-align: center;">mas fiz destas visitas o objetivo de minha vida</p>
<p style="text-align: center;">Apostei e perdi</p>
<p style="text-align: center;">Apostei e ganhei</p>
<p style="text-align: center;">É o jogo da vida</p>
<p style="text-align: center;">Com o passar dos anos o sofrimento evapora</p>
<p style="text-align: center;">Lentamente</p>
<p style="text-align: center;">Se a vida quer, quando quer</p>
<p style="text-align: center;">um novo amor devolve a alegria de viver e amar</p>
<p style="text-align: center;">Não fui mimado</p>
<p style="text-align: center;">Conheço a solidão</p>
<p style="text-align: center;">o vazio</p>
<p style="text-align: center;">a aridez em longos períodos de tempo</p>
<p style="text-align: center;">Mas a primavera volta</p>
<p style="text-align: center;">De novo a brisa, o perfume, a água fresca</p>
<p style="text-align: center;">o leito macio e ardente de um novo amor</p>
<p style="text-align: center;">a beleza que fascina e encanta</p>
<p style="text-align: center;">Fico de novo tonto de alegria</p>
<p style="text-align: center;">O fogo do desejo inflama o corpo e o coração</p>
<p style="text-align: center;">De novo o milagre, o prazer intenso, a descoberta</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
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