<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Fundação Metropolitana &#187; Afonso Machado</title>
	<atom:link href="http://www.metro.org.br/author/afonso/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.metro.org.br</link>
	<description>Fundação Educacional e Cultural Metropolitana</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Feb 2012 15:44:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.3</generator>
		<item>
		<title>Países Emergentes, Países Estagnados – Parte 3</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-paises-estagnados-%e2%80%93-parte-3</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-paises-estagnados-%e2%80%93-parte-3#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 19:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=5199</guid>
		<description><![CDATA[Obama: “O tempo de nossa liderança é agora!” Em discurso proferido perante o Parlamento Britânico em 25/05/2011 o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou: “O tempo de nossa liderança é agora”, destacando a relevância da aliança Anglo-Americana em um mundo de potências emergentes e novas ameaças. Ele rejeitou o argumento que gigantes emergentes como China, India e Brasil “representam o futuro, e que o tempo de nossa liderança passou.” Os Estados Unidos e Inglaterra, disse ele, “se mantêm como os grandes catalisadores da ação global”. The New York Times 25/5/11. Quem são os Catalisadores da Ação Global? Este artigo, publicado pelo terceiro ano consecutivo no portalmetro, WWW.metro.org.br, sempre no mês de julho, tem por objetivo analisar o desempenho dos principais países do mundo na Geração de Energia Elétrica. Como se trata da análise de dados anuais, o título é o mesmo: “Países Emergentes, Países Estagnados”. Em 2009 publicamos a Parte 1, com comentários disponíveis em português, em 2010 a Parte 2, com comentários também em espanhol, e a Parte 3, com os dados até 2010, que publicamos agora em julho de 2011, contém também comentários em inglês. No entanto os números e gráficos falam por si só. Apenas queremos dizer que acreditamos que a Geração de Energia Elétrica é um excelente indicador da vitalidade econômica de um país ou região, e que a importância econômica de um país está pode ser bem refletida na estatística da Geração de Energia Elétrica. Todos os anos a Revista Estatística da Energia Mundial da British Petroleum, Statistical Review of World Energy, publica no mês de junho os resultados estatísticos apurados no ano anterior sobre praticamente todas as formas de energia produzidas e consumidas no mundo. É sem dúvida o melhor Atlas Energético Mundial. Ao contrário do que ocorreu em 2009, quando o total de energia elétrica gerada no mundo caiu 0,9% (243 TeraWatt-horas, TWh) em relação a 2008, a primeira queda desde 1982, em 2010 houve um significativa recuperação, com o crescimento de 5,9%, o maior desde 1990 quando esta série histórica começou a ser acompanhada pela SRWE. Enquanto em 2009 o portalmetro destacou os 21 países no topo do ranking, e em 2010 expandiu a análise para os 64 maiores, agora em 2011 foram apresentados os dados para os 68 maiores. Alguns esclarecimentos: 1)    as comparações são feitas por Blocos, Regiões e Países. Quais são os blocos? Os países do chamado Primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5200" title="Obama: O tempo de nossa lideranca" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Obama-O-tempo-de-nossa-lideranca.jpg" alt="" width="306" height="240" /></p>
<p><strong>Obama: “O tempo de nossa liderança é agora!”</strong></p>
<p>Em discurso proferido perante o Parlamento Britânico em 25/05/2011 o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou:</p>
<p>“O tempo de nossa liderança é agora”, destacando a relevância da aliança Anglo-Americana em um mundo de potências emergentes e novas ameaças. Ele rejeitou o argumento que gigantes emergentes como China, India e Brasil “representam o futuro, e que o tempo de nossa liderança passou.” Os Estados Unidos e Inglaterra, disse ele, “se mantêm como os grandes catalisadores da ação global”. <em>The New York Times 25/5/11.</em></p>
<p><strong>Quem são os Catalisadores da Ação Global?</strong></p>
<p>Este artigo, publicado pelo terceiro ano consecutivo no portalmetro, <a href="http://www.metro.org.br/">WWW.metro.org.br</a>, sempre no mês de julho, tem por objetivo analisar o desempenho dos principais países do mundo na Geração de Energia Elétrica. Como se trata da análise de dados anuais, o título é o mesmo: “Países Emergentes, Países Estagnados”. Em 2009 publicamos a Parte 1, com comentários disponíveis em português, em 2010 a Parte 2, com comentários também em espanhol, e a Parte 3, com os dados até 2010, que publicamos agora em julho de 2011, contém também comentários em inglês.</p>
<p>No entanto os números e gráficos falam por si só. Apenas queremos dizer que acreditamos que a Geração de Energia Elétrica é um excelente indicador da vitalidade econômica de um país ou região, e que a importância econômica de um país está pode ser bem refletida na estatística da Geração de Energia Elétrica.</p>
<p>Todos os anos a Revista Estatística da Energia Mundial da British Petroleum, Statistical Review of World Energy, publica no mês de junho os resultados estatísticos apurados no ano anterior sobre praticamente todas as formas de energia produzidas e consumidas no mundo. É sem dúvida o melhor Atlas Energético Mundial.</p>
<p>Ao contrário do que ocorreu em 2009, quando o total de energia elétrica gerada no mundo caiu 0,9% (243 TeraWatt-horas, TWh) em relação a 2008, a primeira queda desde 1982, em 2010 houve um significativa recuperação, com o crescimento de 5,9%, o maior desde 1990 quando esta série histórica começou a ser acompanhada pela SRWE.</p>
<p>Enquanto em 2009 o portalmetro destacou os 21 países no topo do ranking, e em 2010 expandiu a análise para os 64 maiores, agora em 2011 foram apresentados os dados para os 68 maiores.</p>
<p>Alguns esclarecimentos:</p>
<p>1)    as comparações são feitas por Blocos, Regiões e Países. Quais são os blocos? Os países do chamado Primeiro Mundo estão agrupados na tradicional Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE ou OECD (inglês), que abrange Estados Unidos, Canadá, toda a Europa Ocidental, Israel, Japão, Austrália e Nova Zelândia. O Bloco Chamado “Outros Emergentes” forma um contraponto com a OCDE, e nele estão incluídos os demais países emergentes. Os países que compunham a antiga União Soviética são analisados em outro bloco. Também a União Européia, é analisada como bloco, embora muitos de seus membros façam parte da OCDE.</p>
<p>2)    As seis Regiões são os seis Continentes: América do Norte, América do Sul e Central, Europa e Eurásia, Oriente Médio, África e Ásia Pacífico que abrange também a Oceania.</p>
<p>3)    Países incluídos apenas em 2010: Vietnam, Israel, Trinidad Tobago e China-Hong Kong.</p>
<p>4)    País excluído em 2010: Iceland (Islândia).</p>
<p>Como no artigo anterior, foram usados os biênios a partir de 1990 para facilitar a elaboração e a leitura dos gráficos. Apenas o ano de 2010 ficou isolado para destacar os efeitos mais recentes.<strong> Todos os dados usados são relativos, ou seja, o percentual de cada Bloco, Região ou País em relação ao total mundial</strong>. Os países que apresentam crescimento estão ampliando sua participação relativa global, enquanto os países que apresentam queda estão reduzindo sua participação relativa global.</p>
<p>Deixando para cada leitor interpretar as estatísticas, podemos anunciar algumas evidências gerais:</p>
<p>1)    São fortemente crescentes as participações dos países:</p>
<p>a)    da Região do Pacífico na área de influência geográfica da China;</p>
<p>b)    do Oriente Médio, principalmente pelo efeito positivo dos preços do petróleo.</p>
<p>2)    É moderado mas sustentável o crescimento relativo da América do Sul e Central e da África.</p>
<p>3)    É evidente o decréscimo relativo da América do Norte e da Europa-Eurásia.</p>
<p>4)    É fortemente decrescente no período a participação dos países da Europa Oriental e da antiga União Soviética, principalmente na década de 90, havendo na década de 2000 uma desaceleração, mas continuação de sua queda.</p>
<p>5)    Dados mais recentes indicam que a China ultrapassou os Estados Unidos em Geração de Energia Elétrica em Maio último, o que já era previsto. Também é visível nos gráficos que a India em breve ultrapassará o Japão e a Rússia. E por último, que Brasil e Coréia do Sul devem alcançar em breve o grupo declinante de Alemanha, Canadá e França.</p>
<p><strong>Gráficos</strong></p>
<p><strong>Geração de Energia Elétrica (%) &#8211; Mundo = 100%</strong></p>
<p><strong>Fonte: British Petroleum – Statistical Review of World Energy – Junho 2011</strong></p>
<p><strong>Gráfico 1- Blocos </strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-01.jpg" alt="" title="Grafico-01" width="500" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-5254" /></p>
<p><strong>Gráfico 2 – Regiões – Grupo 1</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-02.jpg" alt="" title="Grafico-02" width="500" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-5254" /></p>
<p><strong>Gráfico 3 – Regiões – Grupo 2</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-03.jpg" alt="" title="Grafico-03" width="500" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-5254" /></p>
<p><strong>Gráfico 4 – Países – Grupo 1</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-04.jpg" alt="" title="Grafico-04" width="500" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-5254" /></p>
<p><strong>Gráfico 5 – Países – Grupo 2</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-05.jpg" alt="" title="Grafico-05" width="500" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-5254" /></p>
<p><strong>Gráfico 6 – Países – Grupo 3</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-06.jpg" alt="" title="Grafico-06" width="500" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-5254" /></p>
<p><strong>Gráfico 7 – Países – Grupo 4</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-07.jpg" alt="" title="Grafico-07" width="500" height="337" class="aligncenter size-full wp-image-5260" /></p>
<p><strong>Gráfico 8 – Países – Grupo 5</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-08.jpg" alt="" title="Grafico-08" width="500" height="337" class="aligncenter size-full wp-image-5260" /></p>
<p><strong>Gráfico 9 – Países – Grupo 6</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-09.jpg" alt="" title="Grafico-09" width="500" height="337" class="aligncenter size-full wp-image-5260" /></p>
<p><strong>Gráfico 10 – Países – Grupo 7</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-10.jpg" alt="" title="Grafico-10" width="500" height="337" class="aligncenter size-full wp-image-5260" /></p>
<p><strong>Gráfico 11 – Países – Grupo 8</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-11.jpg" alt="" title="Grafico-11" width="500" height="337" class="aligncenter size-full wp-image-5260" /></p>
<p><strong>Gráfico 12 – Países – Grupo 9</strong></p>
<p><img src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2011/07/Grafico-12.jpg" alt="" title="Grafico-12" width="500" height="337" class="aligncenter size-full wp-image-5260" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-paises-estagnados-%e2%80%93-parte-3/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Países Emergentes e Países Estagnados – parte 2</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados-%e2%80%93-parte-2</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados-%e2%80%93-parte-2#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 16:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=3394</guid>
		<description><![CDATA[Devido ao grande índice de leitura do artigo com o título acima, publicado há um ano, em julho de 2009, com dados até 2008, fomos solicitados pelo portalmetro, www.metro.org.br, a apresentar uma versão atualizada para 2009 com os dados publicados pela Statistical Review of World Energy da British Petroleum, SRWE/BP, em junho de 2010. Aqui um comentário geral e uma nota metodológica da SRWE/BP: “O total de energia elétrica gerada no mundo em 2009 caiu 0,9% (243 TeraWatt-horas, TWh) em relação a 2008, o que configura a primeira queda desde 1982. Quanto à metodologia, os dados de geração de energia elétrica cobrem todas as fontes geradoras e se referem à geração bruta, inclusive as despendidas nas próprias usinas, e abrange também a produção de empresas autogeradoras.” Recebemos alguns comentários críticos de leitores dizendo que o indicador “Geração Bruta de Energia Elétrica” não pode ser apresentado como um critério absoluto de desenvolvimento ou mesmo crescimento econômico, pois pode haver a substituição de um tipo de energia por outro, gás natural ou energia solar para aquecimento, por exemplo, e que ainda que abrangêssemos toda a matriz energética o critério seria falho, pois algum país pode estar utilizando com sucesso políticas de uso eficiente de energia. Apesar dessas ressalvas acreditamos ainda que a Geração Bruta de Energia Elétrica é um bom indicador da atividade econômica dos vários países do mundo e que reflete em boa maneira a variação de sua atividade econômica. Essas críticas podem motivar pesquisas que busquem seu respaldo, mas o grande acesso dos leitores nos encorajou a atualizar a série histórica. Enquanto no artigo anterior destacamos os 21 países no topo do ranking, desta vez expandimos a apresentação dos resultados para os 64 maiores. Como no artigo anterior, foram usados os biênios a partir de 1990 para facilitar a elaboração e a leitura dos gráficos. No entanto, como a crise econômica mundial de 2009 teve efeitos bastante diferenciados nos vários países e regiões, atingindo principalmente os países chamados ricos, ou do Primeiro Mundo, que estão agrupados tradicionalmente na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE ou OECD (inglês), optamos por não adotar a média de 2008 e 2009, mas deixá-los separados para melhor destacar os efeitos da crise. A forma de agrupar os países foi por faixas, nos dados de 2009, onde todos os que estão no mesmo gráfico estão relativamente próximos. O que fica destacado em cada gráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3390  aligncenter" title="image001" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/image0011-e1280935320689.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p>Devido ao grande índice de leitura do artigo com o título acima, publicado há um ano, em julho de 2009, com dados até 2008, fomos solicitados pelo portalmetro, <a href="http://www.metro.org.br/">www.metro.org.br</a>, a apresentar uma versão atualizada para 2009 com os dados publicados pela Statistical Review of World Energy da British Petroleum, SRWE/BP, em junho de 2010.</p>
<p>Aqui um comentário geral e uma nota metodológica da SRWE/BP:</p>
<p><em>“O total de energia elétrica gerada no mundo em 2009 caiu 0,9% (243 TeraWatt-horas, TWh) em relação a 2008, o que configura a primeira queda desde 1982. Quanto à metodologia, os dados de geração de energia elétrica cobrem todas as fontes geradoras e se referem à geração bruta, inclusive as despendidas nas próprias usinas, e abrange também a produção de empresas autogeradoras.”</em></p>
<p>Recebemos alguns comentários críticos de leitores dizendo que o indicador “Geração Bruta de Energia Elétrica” não pode ser apresentado como um critério absoluto de desenvolvimento ou mesmo crescimento econômico, pois pode haver a substituição de um tipo de energia por outro, gás natural ou energia solar para aquecimento, por exemplo, e que ainda que abrangêssemos toda a matriz energética o critério seria falho, pois algum país pode estar utilizando com sucesso políticas de uso eficiente de energia.</p>
<p>Apesar dessas ressalvas acreditamos ainda que a Geração Bruta de Energia Elétrica é um bom indicador da atividade econômica dos vários países do mundo e que reflete em boa maneira a variação de sua atividade econômica. Essas críticas podem motivar pesquisas que busquem seu respaldo, mas o grande acesso dos leitores nos encorajou a atualizar a série histórica.</p>
<p>Enquanto no artigo anterior destacamos os 21 países no topo do ranking, desta vez expandimos a apresentação dos resultados para os 64 maiores. Como no artigo anterior, foram usados os biênios a partir de 1990 para facilitar a elaboração e a leitura dos gráficos. No entanto, como a crise econômica mundial de 2009 teve efeitos bastante diferenciados nos vários países e regiões, atingindo principalmente os países chamados ricos, ou do Primeiro Mundo, que estão agrupados tradicionalmente na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE ou OECD (inglês), optamos por não adotar a média de 2008 e 2009, mas deixá-los separados para melhor destacar os efeitos da crise.</p>
<p>A forma de agrupar os países foi por faixas, nos dados de 2009, onde todos os que estão no mesmo gráfico estão relativamente próximos. O que fica destacado em cada gráfico passa a ser o movimento de ascensão, descenso ou estabilidade de cada país do grupo representado.</p>
<p>O primeiro gráfico se refere aos blocos econômicos abrangendo o bloco da OCDE, ou seja, os países do capitalismo desenvolvido, a antiga União Soviética que era chamada de Segundo Mundo quando juntada aos países da Europa Oriental, e o outro bloco é composto pelos Países Emergentes que sempre foram chamados de Terceiro Mundo (América do Sul e Central, Oriente Médio, África, e países europeus e asiáticos fora da OCDE).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3420  aligncenter" title="01" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/01.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Percebemos que esta geografia está mudando, e é neste ponto que consideramos útil o indicador aqui utilizado. Para informações sobre a OCDE indicamos o link:</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ocde">http://pt.wikipedia.org/wiki/Ocde</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/tabela2pt.jpg" target="_blank">CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A TABELA POR BLOCOS ECONÔMICOS </a></p>
<p>O 2º e o 3º gráficos mostram as cinco regiões continentais, separadas em dois grupos. O primeiro grupo é composto por América do Norte, Eurásia e Ásia-Pacífico, regiões que estão em um patamar mais elevado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3421" title="02" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/02.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>O 3º gráfico mostra as outras três regiões continentais que expressam seu crescimento firme a partir de um patamar inferior: América do Sul e Central, Oriente Médio e África. Percebe-se claramente que o maior dinamismo vem da região Ásia-Pacífico, e em 2º lugar o Oriente Médio. As Américas do Sul e Central apresentam um crescimento seguro porém mais moderado, e a África apresenta um crescimento lento, destacando-se positivamente Egito e Argélia.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="03" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/03.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>A América do Norte manteve-se estável até a mudança do milênio quando iniciou sua trajetória declinante. Os países da Eurásia, da área de influência da Antiga União Soviética apresentaram uma queda significativa na primeira metade dos anos 90, passando por uma desaceleração da queda na segunda metade e uma tendência de estabilização a partir do novo milênio. Os outros países europeus que apresentavam uma queda moderada nos anos 90 aprofundam esta tendência no novo milênio. Alguns países incorporados por último à União Européia sofreram um breve dinamismo, mas depois foram contaminados com o ambiente econômico depressivo desse continente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/tabela3pt.jpg" target="_blank">CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A TABELA POR REGIÕES </a></p>
<p style="text-align: left;">Os demais gráficos, a partir do 4º, mostram os países agrupados por patamar. No primeiro é possível ver a tendência inevitável de que a China deverá tomar a liderança dos EUA já neste ano (2010) ou no próximo (2011). Nos seguintes podemos confirmar o que os gráficos por blocos e regiões já mostram, mas individualizando as tendências para cada país.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/tabela1pt.jpg" target="_blank">CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A TABELA POR PAÍSES</a></p>
<p><strong>Gráficos</strong></p>
<p>Países – 1º e 2º lugares: EUA e China</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3423" title="04" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/04.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 3º, 4º e 5º lugares</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3424" title="05" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/05.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 6º ao 11º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3425" title="06" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/06.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 12º ao 17º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3427" title="07" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/07.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 18º ao 21º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3428" title="08" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/08.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 22º ao 27º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3429" title="09" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/09.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 28º ao 32º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3430" title="10" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/10.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 33º ao 39º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3431" title="11" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/11.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 40º ao 47º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3432" title="12" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/12.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 48º ao 53º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3433" title="13" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/13.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 54º ao 58º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3434" title="14" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/14.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Países – 59º ao 64º lugares:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3435" title="15" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/15.jpg" alt="" width="500" height="276" /></p>
<p>Esperamos que este trabalho contribua para o debate com os leitores, que são principalmente pesquisadores acadêmicos.</p>
<p>Lembramos que todos os gráficos se referem ao mesmo indicador “Geração Bruta de Energia Elétrica”, e que o eixo vertical expressa o percentual dos dados de cada país em relação ao total mundial daquele ano ou biênio. A fonte dos dados é a Statistical Review of World Energy da British Petroleum Company, edição de junho de 2010, que pode ser acessada no link: <a href="http://www.bp.com/productlanding.do?categoryId=6929&amp;contentId=7044622">http://www.bp.com/productlanding.do?categoryId=6929&amp;contentId=7044622</a></p>
<p>Aguardamos seu comentário.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leia também a parte I do artigo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados" target="_self">Países Emergentes e Países Estagnados  &#8211; parte I</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados-%e2%80%93-parte-2/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mao Tsé-tung – Frases</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/mao-tse-tung-%e2%80%93-frases</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/mao-tse-tung-%e2%80%93-frases#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 20:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mao Tsé-tung]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=2237</guid>
		<description><![CDATA[Mao Tsé-tung – Frases]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-2238  aligncenter" title="Mao Tsé-tung " src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/02/image001.jpg" alt="" width="330" height="240" /></p>
<p>O inimigo avança, recuamos. O inimigo cansa, provocamos. O inimigo acampa, fustigamos. O inimigo se retira, perseguimos!</p>
<p>Devemos apoiar tudo que nosso inimigo combate e combater tudo que ele apóia.</p>
<p>Nós devemos banir das nossas fileiras toda a ideologia feita de fraqueza e impotência. São errados todos os pontos de vista que valorizam a força do inimigo e subestimam a força do povo.</p>
<p>A bomba atômica é um tigre de papel! É usada para intimidar os povos como antigamente na China usavam os tigres de papel para assustar as crianças.</p>
<p>Viver não consiste em respirar, mas em fazer.</p>
<p>A ação não deve ser pela reação mas sim pela criação.</p>
<p>A crítica deve ser feita a tempo de se corrigir a ação; não há que deixar a crítica para depois de consumados os fatos. Isso é uma forma grave de oportunismo.</p>
<p>A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue.</p>
<p>Política e tática são a vida do partido.</p>
<p>Existem dois tipos básicos de contradição: contradições antagônicas e não-antagônicas. As primeiras são resolvidas pela violência, quando o mais forte derrota o mais fraco. As últimas podem ser resolvidas através de métodos democráticos.</p>
<p>As contradições no seio do povo são de natureza não-antagônica e devem ser tratadas com métodos democráticos. Se uma contradição de natureza não-antagônica for tratada de forma inadequada poderá se transformar em uma contradição antagônica. Da mesma forma, uma contradição de natureza antagônica, se conduzida com habilidade, pode ser transformada em não antagônica e resolvida através de métodos democráticos.</p>
<p>O exército e o povo têm de se unir com o fundamento básico do respeito. Um exército que é valorizado e respeitado pelo povo é uma força invencível.</p>
<p>Aprender a servir ao povo de todo o coração é a primeira lição de nossos camaradas.</p>
<p>O poder está no cano do fuzil. É preciso empunhar o fuzil para que um dia não haja mais fuzis. Fazemos a guerra para conquistar a paz!</p>
<p>Seja resoluto, não tenha medo de sacrifícios, abandone suas ilusões, supere todas as dificuldades! As trevas são passageiras, nosso sol dentro em pouco brilhará!</p>
<p>Democracia e honestidade desempenham importante papel no âmbito da reforma militar e política. O liberalismo é o ideal dos individualistas burgueses que têm aversão à disciplina, e conduz sempre à corrupção.</p>
<p>Que cem flores desabrochem! Que cem escolas de pensamento rivalizem entre si!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/mao-tse-tung-%e2%80%93-frases/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FX2: Lula decide Caças nos próximos dias</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/fx2-lula-decide-cacas-nos-proximos-dias</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/fx2-lula-decide-cacas-nos-proximos-dias#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 17:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas de Defesa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=2072</guid>
		<description><![CDATA[Apesar das tremendas pressões da indústria de armamentos, que recorre a todos os esquemas imagináveis, inclusive um sofisticadíssimo aparato de lobistas para assediar os militares, imprensa, escalões técnicos, diplomáticos e até políticos, o presidente Lula deverá anunciar nos próximos dias sua escolha de caráter estratégico sobre um dos três modelos que chegaram à reta final da licitação para aquisição de 36 caças militares, chamada FX2. Enquanto os franceses se aproximaram mais do presidente Lula e do Chanceler Celso Amorim, os suecos se empenharam num fortíssimo corpo-a-corpo com os militares, e os norte-americanos perderam a parada porque não conseguiram usar seu ponto forte, a diplomacia: a nomeação do embaixador para o Brasil está empacada no Congresso dos EUA há meses. Graças a seu caráter democrático, pode se ver na internet uma farta discussão sobre os vários ângulos que condicionam a decisão de Lula. Nos atendo às fontes mais confiáveis, podemos fazer uma triagem dos principais argumentos a favor de cada um dos três modelos, quais sejam, o F-18 dos EUA, fabricados pela Boeing, o Rafale francês, fabricado pela Dassault e o Gripen sueco, fabricado pela Saab. Vejamos os principais quesitos a serem ponderados: 1) Amadurecimento tecnológico dos projetos/modelos: - F-18: este é o seu ponto forte, é o topo da evolução da geração F, que concorria com os Mig soviéticos desde a guerra do Vietnam, embora sem superá-los. É empregado em larga escala pela Marinha dos EUA, ideal para operar a partir de porta-aviões; F-18 - Rafale: projeto desenvolvido pelos franceses para substituir os Mirage, que fizeram sucesso na Força Aérea Israelense na guerra dos 6 dias em 1967 e em outras oportunidades. Ainda precisa de muito emprego prático e produção em escala para seu amadurecimento tecnológico; - Gripen: projeto desenvolvido pelos suecos com interesses mais comerciais que estratégicos, visto que a Suécia não tem tradição de se envolver em conflitos. Nunca foi testado em combate, que é seu objetivo principal. Gripen Eficiência técnico-econômica: Evidentemente que este aspecto foi o objeto das etapas anteriores da licitação, em que os três modelos foram selecionados entre vários concorrentes iniciais. Apesar de este assunto ser muito complexo, requerendo ampla análise de especialistas, há um ponto visivel “a olho nu”, pois em se tratando de caças de combate, que devem ter uma mínima vulnerabilidade, o F-18 e o Rafale têm dois motores enquanto o Gripen só tem um. Tecnologia: O F-18 é produto da Boeing, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-2073  aligncenter" title="image001" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/01/image0016.jpg" alt="image001" width="292" height="280" /></p>
<p>Apesar das tremendas pressões da indústria de armamentos, que recorre a todos os esquemas imagináveis, inclusive um sofisticadíssimo aparato de lobistas para assediar os militares, imprensa, escalões técnicos, diplomáticos e até políticos, o presidente Lula deverá anunciar nos próximos dias sua escolha de caráter estratégico sobre um dos três modelos que chegaram à reta final da licitação para aquisição de 36 caças militares, chamada FX2.</p>
<p>Enquanto os franceses se aproximaram mais do presidente Lula e do Chanceler Celso Amorim, os suecos se empenharam num fortíssimo corpo-a-corpo com os militares, e os norte-americanos perderam a parada porque não conseguiram usar seu ponto forte, a diplomacia: a nomeação do embaixador para o Brasil está empacada no Congresso dos EUA há meses.</p>
<p>Graças a seu caráter democrático, pode se ver na internet uma farta discussão sobre os vários ângulos que condicionam a decisão de Lula. Nos atendo às fontes mais confiáveis, podemos fazer uma triagem dos principais argumentos a favor de cada um dos três modelos, quais sejam, o F-18 dos EUA, fabricados pela Boeing, o Rafale francês, fabricado pela Dassault e o Gripen sueco, fabricado pela Saab.</p>
<p>Vejamos os principais quesitos a serem ponderados:</p>
<p><strong>1) Amadurecimento tecnológico</strong> dos projetos/modelos:</p>
<p>- F-18: este é o seu ponto forte, é o topo da evolução da geração F, que concorria com os Mig soviéticos desde<strong> </strong>a guerra do Vietnam, embora sem superá-los. É empregado em larga escala pela Marinha dos EUA, ideal para operar a partir de porta-aviões;</p>
<p align="center"><strong> </strong><strong>F-18</strong></p>
<p align="center"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-2074" title="image003" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/01/image003.jpg" alt="image003" width="250" height="250" /><br />
</strong></p>
<p>- Rafale: projeto desenvolvido pelos franceses para substituir os Mirage, que fizeram sucesso na Força Aérea Israelense na guerra dos 6 dias em 1967 e em outras oportunidades. Ainda precisa de muito emprego prático e produção em escala para seu amadurecimento tecnológico;</p>
<p>- Gripen: projeto desenvolvido pelos suecos com interesses mais comerciais que estratégicos, visto que a Suécia não tem tradição de se envolver em conflitos. Nunca foi testado em combate, que é seu objetivo principal.</p>
<p align="center"><strong> </strong><strong>Gripen</strong></p>
<p align="center"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-2077" title="image004" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/01/image004.jpg" alt="image004" width="500" height="333" /><br />
</strong></p>
<p><strong>Eficiência técnico-econômica</strong>:</p>
<p>Evidentemente que este aspecto foi o objeto das etapas anteriores da licitação, em que os três modelos foram selecionados entre vários concorrentes iniciais. Apesar de este assunto ser muito complexo, requerendo ampla análise de especialistas, há um ponto visivel “a olho nu”, pois em se tratando de caças de combate, que devem ter uma mínima vulnerabilidade, o F-18 e o Rafale têm dois motores enquanto o Gripen só tem um.</p>
<p><strong>Tecnologia:</strong></p>
<p>O F-18 é produto da Boeing, que hoje é o resultado da fusão das indústrias de aeronáutica mais importantes dos EUA, como McDonnell, Douglas, etc, que têm larga experiência inclusive na área espacial. Disparadamente a grande vantagem tecnológica é do F-18 em relação aos dois concorrentes.</p>
<p>Rafale: a França iniciou este projeto junto com outros países europeus como Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha. Divergências sobre o tamanho do aparelho, e o questionamento da liderança francesa levaram os outros países a se unirem em outro projeto, o Eurofighter Typhoon, desenvolvido por um programa conjunto envolvendo as empresas Alenia Aeronautica, BAE Systems e EADS.</p>
<p>Gripen: sua grande desvantagem é a de depender de tecnologias difusas de vários países, principalmente a dos motores, produzidos pelo Volvo sob licença da GE norte-americana.</p>
<p><strong>Transferência de Tecnologia</strong></p>
<p>Os EUA vêm tratando o Brasil como um concorrente estratégico de potencial considerável. Isso data da época dos militares, mais precisamente do governo Geisel, quando foi chanceler Azeredo da Silveira e o Brasil apoiou o voto anti-sionista na ONU, se aproximando dos países árabes e rompendo o alinhamento automático com os EUA. Foi também desta época o Acordo Nuclear com a Alemanha que permitiu a construção das Usinas Nucleares de Angra dos Reis.</p>
<p>A transferência das “tecnologias sensíveis” nos EUA é controlada pelo Senado. Há uma sólida tradição diferenciando os aliados da OTAN, além de Israel e Japão, e exigindo a análise caso-a-caso para os demais clientes de sua indústria bélica.</p>
<p>Este ponto, que já foi definido pelo presidente Lula, pelo Chanceler Celso Amorim e pelo Ministro da Defesa Nelson Jobim como determinante, é o que vai pesar fundamentalmente a favor do projeto francês Rafale.</p>
<p align="center"><strong>Rafale</strong></p>
<p align="center"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-2078" title="060427-N-2959L-196" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/01/image006.jpg" alt="060427-N-2959L-196" width="500" height="336" /><br />
</strong></p>
<p>A França, totalmente ao contrário dos EUA, é um parceiro confiável, porque estrategicamente depende desta parceria com o Brasil para expandir sua indústria bélica para a América Latina e África, onde o Brasil tem reconhecida liderança.  A dependência francesa desta parceria aumentou muito, depois que os parceiros europeus da França passaram a alçar vôo próprio. Não nos esqueçamos da independência da França em relação à liderança dos EUA desde Charles DeGaulle, e só muito recentemente a França acedeu em entrar para a OTAN, mesmo assim de forma muito constrangida.</p>
<p>A França é favorável a mudanças na governança mundial com a substituição do G8 pelo G20, o que inclui o Brasil. Além de defender o assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, é, dos quatro países que tem autonomia tecnológica na indústria de defesa, o que tem mais possibilidade de formar uma aliança estratégica com a América do Sul. Os outros três são EUA, Rússia e China.</p>
<p>A parceria da França com o Brasil foi consolidada com o Acordo de Parceria Estratégica firmado no final de 2008, que já deu como desdobramentos o contrato para a construção de cinco submarinos de ataque, inclusive o de propulsão nuclear e dos cinqüenta helicópteros militares. Lembre-se de passagem que a Helibrás, única fábrica de helicópteros da América Latina, situada em Itajubá, Sul de Minas, teve como sócios iniciais o Governo de Minas Gerais (controlador) e a Aerospatiale francesa. Hoje é controlada pela Eurocopter/EADS, líder mundial do setor, resultado da fusão da Aerospatiale com a Daimler-Chrysler. A Helibrás tem 300 profissionais altamente qualificados e já entregou mais de 500 unidades.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/fx2-lula-decide-cacas-nos-proximos-dias/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Países Emergentes e Países Estagnados &#8211; parte 1</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 18:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=1425</guid>
		<description><![CDATA[Nesses tempos de crise mundial muito se tem falado dos países emergentes. Os países do chamado G7, como eram chamados antes de incorporar a Rússia no G8, arrogantes senhoras e senhores, chefões da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN, Senhores das Armas, os novos gendarmes do mundo pós-guerra fria, se deram ao luxo, durante as comemorações dos 200 anos da Revolução Francesa em 1989 de se sentarem em uma mesa separada dos demais chefes de estado. Me lembro do então presidente da República Federativa do Brasil, José Sarney, humilhado junto com outros subdesenvolvidos, sentado numa mesa periférica, longe dos convidados de honra. Certamente a refeição não devia ser a mesma, nem a qualidade dos serviços, nem o vinho. Agora acabou o G8 também. A OTAN ainda não. A OTAN é necessária para não deixar encerrar a corrida armamentista e portanto não deixar em maus lençóis a Indústria de armamentos, grande financiadora das campanhas políticas no primeiro mundo. Vocês já imaginaram se algum maluco propusesse acabar com a OTAN e transferir suas atribuições para o Conselho de Segurança da ONU ampliado e fortalecido? Que pretexto o King Jong Il e o Mahmoud Ahmadinejad teriam para fazer armas nucleares? Um importantíssimo setor da economia mundial estaria em risco, e as consequências seriam imprevisíveis. Centenas de milhares de postos de trabalho seriam extintos! E certamente muitos famintos improdutivos deixariam de morrer nas dezenas de conflitos armados mundo afora. Bem, se não estamos correndo este risco, voltemos ao fim do G8. Agora temos o G20. Por falar em 20 fizemos aqui um levantamento estatístico dos 20 maiores países do mundo, ou melhor 21.  Não são exatamente os do G20, mas poderiam ser. Por que criaram o G20? Por um motivo simples: como o furacão da recente crise mundial colocou em seu “olho” os países do G8, eles convidaram outros comensais do grupo dos “emergentes”, não para o banquete dos 200 anos da Revolução Francesa, mas para um sanduíche frio com refresco, em pé, na carrocinha da esquina. Voltemos ao sanduíche, digo, ao prato principal. O que são países emergentes? Nós só conseguimos entender um conceito se conseguirmos definir seu oposto. Qual é o oposto de países emergentes? Eu responderia: países estagnados, ou seja, aqueles que estão perdendo e cedendo espaço para os emergentes. Admitido o conceito, como medir isto? Estou propondo um indicador muito usado por economistas e geógrafos: a produção de energia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses tempos de crise mundial muito se tem falado dos países emergentes. Os países do chamado G7, como eram chamados antes de incorporar a Rússia no G8, arrogantes senhoras e senhores, chefões da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN, Senhores das Armas, os novos gendarmes do mundo pós-guerra fria, se deram ao luxo, durante as comemorações dos 200 anos da Revolução Francesa em 1989 de se sentarem em uma mesa separada dos demais chefes de estado. Me lembro do então presidente da República Federativa do Brasil, José Sarney, humilhado junto com outros subdesenvolvidos, sentado numa mesa periférica, longe dos convidados de honra. Certamente a refeição não devia ser a mesma, nem a qualidade dos serviços, nem o vinho.</p>
<p>Agora acabou o G8 também. A OTAN ainda não. A OTAN é necessária para não deixar encerrar a corrida armamentista e portanto não deixar em maus lençóis a Indústria de armamentos, grande financiadora das campanhas políticas no primeiro mundo. Vocês já imaginaram se algum maluco propusesse acabar com a OTAN e transferir suas atribuições para o Conselho de Segurança da ONU ampliado e fortalecido? Que pretexto o King Jong Il e o Mahmoud Ahmadinejad teriam para fazer armas nucleares? Um importantíssimo setor da economia mundial estaria em risco, e as consequências seriam imprevisíveis. Centenas de milhares de postos de trabalho seriam extintos! E certamente muitos famintos improdutivos deixariam de morrer nas dezenas de conflitos armados mundo afora.</p>
<p>Bem, se não estamos correndo este risco, voltemos ao fim do G8. Agora temos o G20. Por falar em 20 fizemos aqui um levantamento estatístico dos 20 maiores países do mundo, ou melhor 21.  Não são exatamente os do G20, mas poderiam ser. Por que criaram o G20? Por um motivo simples: como o furacão da recente crise mundial colocou em seu “olho” os países do G8, eles convidaram outros comensais do grupo dos “emergentes”, não para o banquete dos 200 anos da Revolução Francesa, mas para um sanduíche frio com refresco, em pé, na carrocinha da esquina.</p>
<p>Voltemos ao sanduíche, digo, ao prato principal. O que são países emergentes? Nós só conseguimos entender um conceito se conseguirmos definir seu oposto. Qual é o oposto de países emergentes? Eu responderia: países estagnados, ou seja, aqueles que estão perdendo e cedendo espaço para os emergentes. Admitido o conceito, como medir isto?</p>
<p>Estou propondo um indicador muito usado por economistas e geógrafos: <strong>a produção de energia elétrica.</strong> Temos para isto o Relatório 2009 da Statistical Review of World Energy, ou Revista Estatística da Energia Mundial. Optamos pelo indicador de produção de energia elétrica de uso múltiplo: residencial mais produtivo.</p>
<p>Vejamos os resultados. Primeiramente vamos comparar as seis grandes regiões geoeconômicas adotadas por aquela revista:</p>
<p>1) A América do Norte;</p>
<p>2) As Américas do Sul e Central;</p>
<p>3) A Eurásia, ou seja a Europa com a parte da Ásia ligada ao Mediterrâneo ou Mar do Norte;</p>
<p>4) A Ásia Pacífico que abrange a Ásia voltada para o Oceano Pacífico mais a Oceania;</p>
<p>5) O Oriente Médio, parte da Ásia voltada para o Mar Vermelho e o Golfo pérsico;</p>
<p>6) E finalmente a Mama África.</p>
<p>Os gráficos que fizemos são muito simples. Primeiramente são comparadas as seis regiões adotadas, depois uma outra série de gráficos compara os 21 países mais importantes. Como não podemos comparar alhos com bugalhos, os gráficos só são úteis se agruparmos os países por faixas, ou seja, comparamos aqueles que “se embolam” disputando as mesmas colocações.</p>
<p><strong>RESUMO:</strong></p>
<p>O que se está comparando nas tabelas e gráficos?</p>
<p>Resposta: <strong>Produção de Energia Elétrica</strong></p>
<p>Períodos adotados para comparação: <strong>biênios, a partir de 1990 até 2008.</strong></p>
<p>Como é feita a comparação:?</p>
<p>Resposta: Pelo <strong>percentual da participação no Total Mundial</strong> de cada Região ou Continente ou País<strong>.</strong></p>
<p>Fonte: Revista Estatística de Energia Mundial, Relatório 2009</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-1426 aligncenter" title="Geração de Eletricidade por Continente" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image002-500x123.gif" alt="Geração de Eletricidade por Continente" /></p>
<p><strong>1º Gráfico: Comparação das três principais regiões produtoras de energia do mundo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image003.png"><img class="size-full wp-image-1427 aligncenter" title="Comparação das três principais regiões produtoras de energia do mundo" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image003.png" alt="Comparação das três principais regiões produtoras de energia do mundo" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>2º Gráfico: Comparação das outras três regiões do mundo. </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image005.png"><img class="size-full wp-image-1428 aligncenter" title="Comparação das outras três regiões do mundo. " src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image005.png" alt="Comparação das outras três regiões do mundo. " /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR PAÍSES – 21 MAIORES</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a title="PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR PAÍSES " href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image008.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1478" title="image008" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image0081.gif" alt="image008" width="500" height="273" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>3º Gráfico: EUA e China: os dois maiores</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image009.png"><img class="size-full wp-image-1430 aligncenter" title="EUA e China: os dois maiores" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image009.png" alt="EUA e China: os dois maiores" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>4º Gráfico: Japão, Federação Russa e Índia, 3º, 4º e 5º colocados</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image011.png"><img class="size-full wp-image-1431 aligncenter" title="Japão, Federação Russa e Índia, 3º, 4º e 5º colocados" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image011.png" alt="Japão, Federação Russa e Índia, 3º, 4º e 5º colocados" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>5º Gráfico: Alemanha, Canadá e França, 6º, 7º e 8º colocados</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image013.png"><img class="size-full wp-image-1432 aligncenter" title="Alemanha, Canadá e França, 6º, 7º e 8º colocados" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image013.png" alt="Alemanha, Canadá e França, 6º, 7º e 8º colocados" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>6º Gráfico: Coréia do Sul, Brasil e Reino Unido: 9º, 10º e 11º lugares</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image015.png"><img class="size-full wp-image-1433 aligncenter" title="Coréia do Sul, Brasil e Reino Unido: 9º, 10º e 11º lugares" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image015.png" alt="Coréia do Sul, Brasil e Reino Unido: 9º, 10º e 11º lugares" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>7º Gráfico: do 12º ao 17º colocados</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image017.png"><img class="size-full wp-image-1434 aligncenter" title="do 12º ao 17º colocados" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image017.png" alt="do 12º ao 17º colocados" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>E finalmente, 8º Gráfico do 18º ao 21º lugares</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image019.png"><img class="size-full wp-image-1435 aligncenter" title="8º Gráfico do 18º ao 21º lugares" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image019.png" alt="8º Gráfico do 18º ao 21º lugares" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leia também a parte II do artigo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados-%E2%80%93-parte-2" target="_self"><strong><span style="color: #0000ff;">Países Emergentes e Países Estagnados parte II</span></strong></a></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><br />
</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/paises-emergentes-e-paises-estagnados/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/bernardo-riedel-o-professor-pardal-brasileiro</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/bernardo-riedel-o-professor-pardal-brasileiro#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 16:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=1226</guid>
		<description><![CDATA[O professor Bernardo Riedel é filho de uma família judaica, o pai Mauricio Riedel, natural de Lodz, na Polônia e a mãe Paula Fuhrmann, natural de Kecskemét, Hungria. Eles chegaram ao Brasil em 1930, e depois de tentar viver no Rio de Janeiro, que acharam muito quente, foram para São Paulo que acharam muito úmido, e terminaram por escolher o clima suave de Belo Horizonte. Os avós maternos e alguns de seus tios morreram nos campos de concentração nazistas, bem como parte dos parentes paternos. A mãe costumava contar as histórias de penúria e desespero dos pais dela durante a primeira guerra mundial, quando o império austro-húngaro foi derrotado por franceses e ingleses. A família da mãe mudou-se para Lodz na Polônia onde ela conheceu seu futuro esposo. De lá, onde sentiam o crescimento dos sentimentos anti-semitas vieram para o Brasil onde se casaram e tiveram sete filhos. O professor Bernardo, que é o 6º dos sete, tem uma meio-irmã e uma sobrinha que vivem em Israel. Em Belo Horizonte conheceu Dona Elza, que veio de Itambacuri onde estudou em um colégio de freiras. Casaram-se e tiveram dois filhos, Rafael e Sarita. Dona Elza se converteu ao judaísmo e hoje, além de ser regente do coral, é uma das maiores animadoras da principal Sinagoga de Belo Horizonte. Por influência da família, Bernardo formou-se em farmácia e bioquímica pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, aonde veio a ingressar como professor em 1970. Mas sua paixão sempre foi a astronomia e de 1977 a 1998 atuou como ótico do Observatório Astronômico Frei Rosário, OAFR, na Serra da Piedade, município de Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde se aposentou como diretor. As invenções começaram cedo para Riedel. Em 1953, aos 13 anos, num acampamento de escoteiros, ele apaixonou-se pelo céu e construiu seu primeiro telescópio, uma estrutura quadrada feita de caixote de madeira. O Professor Riedel é hoje considerado pela comunidade científica como um dos principais especialistas brasileiros na construção de telescópios. Seu primeiro telescópio foi construído no ano de 1954, período em que associou-se ao Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG). Em 1978 fundou a B. Riedel Ciência e Técnica, em Belo Horizonte, com o objetivo de fabricar instrumentos astronômicos de alta qualidade, como telescópios, cúpulas, lentes, espelhos, filtros e acessórios diversos ligados à astronomia. Detentor de tecnologia de ponta, e desenvolvedor de diversas técnicas originais na produção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O professor Bernardo Riedel é filho de uma família judaica, o pai Mauricio Riedel, natural de Lodz, na Polônia e a mãe Paula Fuhrmann, natural de Kecskemét, Hungria. Eles chegaram ao Brasil em 1930, e depois de tentar viver no Rio de Janeiro, que acharam muito quente, foram para São Paulo que acharam muito úmido, e terminaram por escolher o clima suave de Belo Horizonte.</p>
<p>Os avós maternos e alguns de seus tios morreram nos campos de concentração nazistas, bem como parte dos parentes paternos. A mãe costumava contar as histórias de penúria e desespero dos pais dela durante a primeira guerra mundial, quando o império austro-húngaro foi derrotado por franceses e ingleses. A família da mãe mudou-se para Lodz na Polônia onde ela conheceu seu futuro esposo. De lá, onde sentiam o crescimento dos sentimentos anti-semitas vieram para o Brasil onde se casaram e tiveram sete filhos.</p>
<p>O professor Bernardo, que é o 6º dos sete, tem uma meio-irmã e uma sobrinha que vivem em Israel. Em Belo Horizonte conheceu Dona Elza, que veio de Itambacuri onde estudou em um colégio de freiras. Casaram-se e tiveram dois filhos, Rafael e Sarita. Dona Elza se converteu ao judaísmo e hoje, além de ser regente do coral, é uma das maiores animadoras da principal Sinagoga de Belo Horizonte.</p>
<p>Por influência da família, Bernardo formou-se em farmácia e bioquímica pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, aonde veio a ingressar como professor em 1970. Mas sua paixão sempre foi a astronomia e de 1977 a 1998 atuou como ótico do Observatório Astronômico Frei Rosário, OAFR, na Serra da Piedade, município de Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde se aposentou como diretor.</p>
<p>As invenções começaram cedo para Riedel. Em 1953, aos 13 anos, num acampamento de escoteiros, ele apaixonou-se pelo céu e construiu seu primeiro telescópio, uma estrutura quadrada feita de caixote de madeira. <img style="margin: 4px;" title="Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro" src="../wp-content/uploads/2009/09/image0013.jpg" alt="Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro" width="163" height="248" align="right" /></p>
<p>O Professor Riedel é hoje considerado pela comunidade científica como um dos principais especialistas brasileiros na construção de telescópios. Seu primeiro telescópio foi construído no ano de 1954, período em que associou-se ao Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG).</p>
<p>Em 1978 fundou a B. Riedel Ciência e Técnica, em Belo Horizonte, com o objetivo de fabricar instrumentos astronômicos de alta qualidade, como telescópios, cúpulas, lentes, espelhos, filtros e acessórios diversos ligados à astronomia.</p>
<p>Detentor de tecnologia de ponta, e desenvolvedor de diversas técnicas originais na produção de telescópios amadores e cúpulas, o Professor Bernardo Riedel é carinhosamente apelidado pela comunidade astronômica como o Professor Pardal brasileiro.</p>
<p><strong>A fábrica por dentro:</strong></p>
<p><strong> </strong><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Tio58Ewgo5s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Tio58Ewgo5s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Participou de quase todos os movimentos para divulgar e incentivar a astronomia em Belo Horizonte e Minas Gerais, incluindo o que culminou com a criação do Observatório Astronômico da Serra da Piedade e das tentativas de implantar o planetário de BH.</p>
<p>Em 1995 iniciou um programa de implantação de Observatórios Astronômicos no Brasil, fabricando cinco cúpulas e em um deles o telescópio. Há um Observatório Astronômico no Piauí que leva seu nome e em Baturité, Ceará, é o presidente de honra do Clube de Astronomia local. Vem participando também de grupos que estão trabalhando na restauração e manutenção de observatórios já existentes em todo o Brasil, visando mantê-los operacionais.</p>
<p>Em sua fábrica, a “B Riedel Ciência e Técnica Ltda”, localizada do Bairro Horto, em Belo Horizonte, telescópios sofisticados nascem por meio de máquinas construídas a partir de motores de sorveteiras, polias de máquinas de costura, mecanismos hidráulicos de cadeiras de dentista, eixos “sem-fim” de assadoras de frango, bomba de vácuo da Força Aérea americana, correias de copiadoras e outras geringonças. Seu maior orgulho é a câmara de vácuo que foi da fábrica de válvulas que a RCA Victor manteve na Cidade Industrial de Contagem até a década de 60. Antes de entrar na câmara de vácuo para ser transformada em espelho de telescópio, a lente é aquecida num antigo forno de pizza.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1229 aligncenter" title="Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/09/image002.jpg" alt="Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro" width="500" height="375" /></p>
<p>O escritor e poeta argentino Jorge Luís Borges dizia que o céu devia ser muito parecido com uma livraria, onde sua imaginação fervilhava. O professor Bernardo Riedel diverge. Acha que o céu deve ser como um ferro-velho onde consegue as preciosidades que põe para funcionar em sua fábrica da Rua João Carlos.</p>
<p>O telescópio que o professor fabrica é do tipo refletor, e consiste em um tubo que tem ao fundo um espelho convexo ou convergente, que, através de um prisma joga a luz captada do céu em uma pequena lente afixada na lateral do tubo, chamada ocular, que tem um pequeno regulador de foco, conforme a distância do objeto observado. Seus tubos variam de 90 cm a 2 metros e meio de comprimento e o diâmetro de 10 a 25 cm, que é um pouco maior que o dos espelhos.</p>
<p>O professor afirma ter gasto com as invenções todo o dinheiro da venda de sete imóveis. Hoje ele tem cinco funcionários e se prepara para montar, na laje do galpão, um centro de observação celeste aberto ao público. Já obteve a cooperação da Cemig, companhia de energia, que colocou um anteparo para que a luminária do poste em frente à fábrica não ofusque seu terraço de observação. Mas um dos problemas de seu observatório é a proximidade do Estádio Independência. Quando tem um jogo de futebol à noite, a iluminação do Independência inviabiliza as observações.</p>
<p>Os telescópios da B. Riedel custam entre R$ 800 e R$ 3 mil, dependendo do tamanho, sofisticação e acessórios, e todos os anos quando passa o período chuvoso ela monta uma turma de alunos que ao final acabam lhe encomendando alguns telescópios. Mas o que mais impressiona são as imensas e sofisticadas cúpulas, como a que ele está terminando de construir para um observatório particular em Bragança Paulista, no estado de São Paulo com 5 metros de diâmetro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1236 aligncenter" title="Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/09/image0034.jpg" alt="Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro" width="500" height="375" /></p>
<p>A burocracia e a falta de recursos, reclama ele, empurram os espíritos criadores para fora do País. &#8220;Nas universidades americanas, uma idéia começa a ser executada em um mês. Aqui, demora anos para sair do papel, quando sai!&#8221;. Quando tem oportunidade o professor reclama da falta de apoio que os empreendedores têm no Brasil, e evidentemente da falta de sensatez dos órgãos fiscalizadores, que lhe tomam boa parte do tempo e do capital de giro. Cita que já foi convidado várias vezes para ir para Israel trabalhar na indústria aeronáutica, e diz que se estivesse na China teria facilidades para sair do banco estatal com uma pasta cheia de dinheiro para implementar seus investimentos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/bernardo-riedel-o-professor-pardal-brasileiro/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Colômbia: ONU indica que Exército age por recompensas</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/colombia-onu-indica-que-exercito-age-por-recompensas</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/colombia-onu-indica-que-exercito-age-por-recompensas#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 11:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Civis]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=748</guid>
		<description><![CDATA[No último dia 18/06/2009 numa coletiva de imprensa em Bogotá, Colômbia, o responsável da Organização das Nações Unidas, ONU, pela investigação sobre execuções extrajudiciais naquele país, Phillip Alston(foto) divulgou relatório criticando o Exército colombiano por não coibir uma prática comum entre seus soldados de assassinar civis inocentes e contabilizar as mortes como baixas da guerrilha. Na realidade o representante da ONU usa uma linguagem diplomática para evitar uma saia-justa pois a história do presidente Álvaro Uribe está intimamente ligada aos paramilitares que sempre operaram em seu país. O pai de Uribe foi executado pela guerrilha de esquerda, e a vingança passou a ser o objetivo de sua vida. Os paramilitares, que agiam na clandestinidade, sempre lhe pareceram o caminho mais eficiente. No poder desde 2002 Uribe não precisa mais dos “paras”, mas passou a adotar seus métodos dentro do próprio exército nacional. O episódio de 19 homens e meninos mortos por soldados no ano passado em Soacha, subúrbio de Bogotá, é somente &#8220;a ponta do iceberg&#8221;. Os colombianos ficaram chocados com os assassinatos cometidos por soldados em busca de promoções, bônus e outros benefícios oferecidos para um Exército sob crescente pressão após 45 anos de insurgência esquerdista. O funcionário da ONU, no final de uma missão de 10 dias, afirmou que tais casos representam uma prática &#8220;mais ou menos sistemática&#8221; de &#8220;elementos significativos entre os militares&#8221;. Alston afirmou que a prática nunca fez parte da política oficial de Estado, e que o ministério da Defesa agiu para parar com essas mortes. Mas os esforços para levar os culpados à Justiça têm sido lentos e realizados de forma inadequada, ressalvou. Na prática denuncia que se trata de uma política “oficiosa”. Civis têm sido mortos por soldados em todo o país no que Alston chamou de &#8220;assassinatos premeditados e a sangue frio de civis inocentes, por lucro&#8221;. O maior número desse tipo de morte ocorreu na periferia pobre de Soacha, onde recrutas iludem as vítimas com promessas de trabalhos lucrativos. Em vez disso, as pessoas eram mortas, vestidas como combatentes rebeldes e fotografadas com armas, diz o relatório da ONU. &#8220;As provas mostram as vítimas com roupas camufladas apertadas, ou com botas para selva quatro números maior que o tamanho delas, ou canhotos com armas na mão direita, ou homens com somente um orifício de tiro na nuca, e isso sustenta a ideia de que são guerrilheiros mortos em combate.&#8221; Para manter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-749 aligncenter" title="philip-alston" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/06/philip-alston.jpg" alt="philip-alston" width="327" height="450" /></p>
<p>No último dia 18/06/2009 numa coletiva de imprensa em Bogotá, Colômbia, o responsável da Organização das Nações Unidas, ONU, pela investigação sobre execuções extrajudiciais naquele país, Phillip Alston(foto) divulgou relatório criticando o Exército colombiano por não coibir uma prática comum entre seus soldados de assassinar civis inocentes e contabilizar as mortes como baixas da guerrilha. Na realidade o representante da ONU usa uma linguagem diplomática para evitar uma saia-justa pois a história do presidente Álvaro Uribe está intimamente ligada aos paramilitares que sempre operaram em seu país. O pai de Uribe foi executado pela guerrilha de esquerda, e a vingança passou a ser o objetivo de sua vida. Os paramilitares, que agiam na clandestinidade, sempre lhe pareceram o caminho mais eficiente. No poder desde 2002 Uribe não precisa mais dos “paras”, mas passou a adotar seus métodos dentro do próprio exército nacional.</p>
<p>O episódio de 19 homens e meninos mortos por soldados no ano passado em Soacha, subúrbio de Bogotá, é somente &#8220;a ponta do iceberg&#8221;. Os colombianos ficaram chocados com os assassinatos cometidos por soldados em busca de promoções, bônus e outros benefícios oferecidos para um Exército sob crescente pressão após 45 anos de insurgência esquerdista.</p>
<p>O funcionário da ONU, no final de uma missão de 10 dias, afirmou que tais casos representam uma prática &#8220;mais ou menos sistemática&#8221; de &#8220;elementos significativos entre os militares&#8221;. Alston afirmou que a prática nunca fez parte da política oficial de Estado, e que o ministério da Defesa agiu para parar com essas mortes. Mas os esforços para levar os culpados à Justiça têm sido lentos e realizados de forma inadequada, ressalvou. Na prática denuncia que se trata de uma política “oficiosa”.</p>
<p>Civis têm sido mortos por soldados em todo o país no que Alston chamou de &#8220;assassinatos premeditados e a sangue frio de civis inocentes, por lucro&#8221;. O maior número desse tipo de morte ocorreu na periferia pobre de Soacha, onde recrutas iludem as vítimas com promessas de trabalhos lucrativos. Em vez disso, as pessoas eram mortas, vestidas como combatentes rebeldes e fotografadas com armas, diz o relatório da ONU.<br />
&#8220;As provas mostram as vítimas com roupas camufladas apertadas, ou com botas para selva quatro números maior que o tamanho delas, ou canhotos com armas na mão direita, ou homens com somente um orifício de tiro na nuca, e isso sustenta a ideia de que são guerrilheiros mortos em combate.&#8221;</p>
<p>Para manter a diplomacia, o relatório de Alston foi amenizado. Afirma que o governo convidou a missão da ONU e cooperou com o inquérito, tomou &#8220;medidas importantes para parar e reagir a essas mortes&#8221;. &#8220;Mas o número de processos bem-sucedidos continua muito baixo&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Álvaro Uribe foi eleito pela primeira vez em 2002 com a ajuda de bilhões de dólares dos Estados Unidos para intensificar a luta contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O uso de mercenários estrangeiros, inclusive empresas americanas, européias e israelenses de “segurança” ou “ações especiais” e incentivos milionários aos elementos do Exército Colombiano, bem como aos desertores da guerrilha pode ter surtido um certo efeito psicológico a princípio, mas hoje virou um Vale-tudo, com o total descontrole sobre as ações armadas pelo governo, como deixa ver o relatório da ONU.</p>
<p>A cumplicidade do governo George W.Bush com Uribe foi muito além de ajudas unilaterais bilionárias. Teve inclusive um tratado privilegiado de “livre comércio” que foi denunciado pelo presidente Obama enquanto candidato. Além de gerar desemprego nos EUA, o tratado, segundo Obama, deveria ser suspenso pois o governo Uribe vinha sendo freqüentemente denunciado pela atuação de Esquadrões da Morte que eliminavam inimigos da política institucional e lideranças sindicais no país. Mas a maior ajuda que o governo de George W. Bush deu à direita colombiana foi a nomeação de Luis Alberto Moreno, ex-embaixador da Colômbia nos EUA, para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID.</p>
<p>Moreno, que assumiu a presidência daquela importante instituição continental de fomento desde outubro de 2005, quando derrotou o brasileiro João Sayad, então Vice-presidente de Finanças e Administração do banco, e três ex-ministros ou presidentes dos Bancos Centrais do Peru, Venezuela e Nicarágua, contou com o poder de voto proporcional às quotas controladas pelos EUA(30%) e seus aliados Canadá (4%) e membros da União Européia e da OTAN (16%), contando para isso também com a divisão dos países latino americanos.</p>
<p>Luis Alberto Moreno em sua gestão privilegiou tanto seu país que se tornou um candidato imbatível à sucessão de Uribe. Mas os últimos fatos têm mostrado que a política de Vale-tudo no combate às FARC está fazendo água, e o descontrole do aparelho de estado é cada vez mais evidente. O fato de a política institucional ter sido desacreditada pela ação dos esquadrões da morte pode significar que as FARC estão tendo a oportunidade de se tornar viáveis politicamente, ao contrário do que vinha sendo propagado pela grande imprensa mundial, que sempre apresentava a guerrilha de esquerda como conivente e sócia do narcotráfico. Como a imprensa livre tem que instalar o contraditório, não temos acesso à argumentação em defesa das FARC, mas seguramente entendemos que o atual governo-estado colombiano não demonstra legitimidade para representar a estabilidade democrática nesse país.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/colombia-onu-indica-que-exercito-age-por-recompensas/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>EUA: “Latinos go home!“ &#8211; parte 3 &#8211; Os brasileiros</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/eua-%e2%80%9clatinos-go-home%e2%80%9c-parte-3-os-brasileiros</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/eua-%e2%80%9clatinos-go-home%e2%80%9c-parte-3-os-brasileiros#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 May 2009 11:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Demografia]]></category>
		<category><![CDATA[EUA e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=576</guid>
		<description><![CDATA[A pesquisadora Bernadete Beserra, professora de sociologia e antropologia da Universidade Federal do Ceará tem sido convidada para fazer palestras em importantes universidades dos EUA sobre o tema da imigração brasileira. Em 2003 ela lançou o livro “Brazilian Immigrants in the United States &#8211; Cultural Imperialism and Social Class“, editado pela Biblioteca do Congresso dos EUA. O livro discute a situação de brasileiros imigrantes nos EUA, os fluxos migratórios e suas motivações, adaptação dos brasileiros à realidade americana, identidade cultural e novas relações sociais. Segundo reportagem da revista “Universidade Pública”, da UFC, em 1995 ela embarcou para os Estados Unidos com o então marido e três filhos a fim de fazer seu doutorado na Universidade da Califórnia em Riverside, a 80 km a leste de Los Angeles. Seu objetivo era estudar a sustentabilidade na agricultura americana, uma “expertise” daquela instituição de ensino. Mas ela foi mudando seu projeto de pesquisa pelo choque cultural que sofreu. A dificuldade da língua, dos filhos em se adaptar, mas principalmente sua auto-percepção diante dos americanos. Primeiramente não como brasileira, mas como latina. E que significado isso tem? &#8220;Ser latino nos Estados Unidos é a mesma coisa que ser nordestino no Rio de Janeiro e em São Paulo&#8221;, compara. A experiência de discriminação e deslocamento, a aproximou de outros brasileiros. Ela então voltou o foco de sua pesquisa para a situação dos imigrantes brasileiros nos EUA, sob um olhar antropológico. Segundo Bernadete, o grupo de imigrantes brasileiros mantém traços de união muito estreitos entre si. &#8220;Os brasileiros que estão lá nunca acham que vão ficar para sempre. Vão para estudar, trabalhar temporariamente, ganhar algum dinheiro, são comunidades provisórias&#8221;. Mas o que atrai esses brasileiros nos EUA? Segundo Bernadete, o sonho americano, a vontade de melhorar de vida facilmente, ainda embala muita gente. &#8220;Só que esse sonho dura pouco. O que os prende lá é o consumismo. Caem numa armadilha de consumo que sua posição no Brasil não permite&#8221;. Em Los Angeles, ela conviveu com dois grupos de brasileiros, de classes sociais distintas. O primeiro grupo, a que chegou por intermédio de uma professora brasileira de economia, era de brasileiros de elite que se reuniam mensalmente para almoçar, ouvir música, conversar. O segundo, apontado por uma brasileira punk, era de brasileiros de classe trabalhadora, freqüentadores da Igreja Adventista do 7o. Dia em um subúrbio chamado Chino, entre Los Angeles e Riverside. Diferentemente de outros imigrantes latino-americanos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-577 aligncenter" title="carmen-miranda" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/05/carmen-miranda.jpg" alt="carmen-miranda" width="426" height="600" /></p>
<p>A pesquisadora Bernadete Beserra, professora de sociologia e antropologia da Universidade Federal do Ceará tem sido convidada para fazer palestras em importantes universidades dos EUA sobre o tema da imigração brasileira. Em 2003 ela lançou o livro “Brazilian Immigrants in the United States &#8211; Cultural Imperialism and Social Class“, editado pela Biblioteca do Congresso dos EUA. O livro discute a situação de brasileiros imigrantes nos EUA, os fluxos migratórios e suas motivações, adaptação dos brasileiros à realidade americana, identidade cultural e novas relações sociais.</p>
<p>Segundo reportagem da revista “Universidade Pública”, da UFC, em 1995 ela embarcou para os Estados Unidos com o então marido e três filhos a fim de fazer seu doutorado na Universidade da Califórnia em Riverside, a 80 km a leste de Los Angeles. Seu objetivo era estudar a sustentabilidade na agricultura americana, uma “expertise” daquela instituição de ensino.</p>
<p>Mas ela foi mudando seu projeto de pesquisa pelo choque cultural que sofreu. A dificuldade da língua, dos filhos em se adaptar, mas principalmente sua auto-percepção diante dos americanos. Primeiramente não como brasileira, mas como latina. E que significado isso tem? &#8220;Ser latino nos Estados Unidos é a mesma coisa que ser nordestino no Rio de Janeiro e em São Paulo&#8221;, compara. A experiência de discriminação e deslocamento, a aproximou de outros brasileiros. Ela então voltou o foco de sua pesquisa para a situação dos imigrantes brasileiros nos EUA, sob um olhar antropológico.</p>
<p>Segundo Bernadete, o grupo de imigrantes brasileiros mantém traços de união muito estreitos entre si. &#8220;Os brasileiros que estão lá nunca acham que vão ficar para sempre. Vão para estudar, trabalhar temporariamente, ganhar algum dinheiro, são comunidades provisórias&#8221;. Mas o que atrai esses brasileiros nos EUA? Segundo Bernadete, o sonho americano, a vontade de melhorar de vida facilmente, ainda embala muita gente. &#8220;Só que esse sonho dura pouco. O que os prende lá é o consumismo. Caem numa armadilha de consumo que sua posição no Brasil não permite&#8221;.</p>
<p>Em Los Angeles, ela conviveu com dois grupos de brasileiros, de classes sociais distintas. O primeiro grupo, a que chegou por intermédio de uma professora brasileira de economia, era de brasileiros de elite que se reuniam mensalmente para almoçar, ouvir música, conversar. O segundo, apontado por uma brasileira punk, era de brasileiros de classe trabalhadora, freqüentadores da Igreja Adventista do 7o. Dia em um subúrbio chamado Chino, entre Los Angeles e Riverside.</p>
<p>Diferentemente de outros imigrantes latino-americanos, os brasileiros conseguem manipular as identidades culturais de acordo com a oportunidade. &#8220;A gente se identifica culturalmente com os latinos do Caribe, com os negros, mas o destino mais provável de brasileiros brancos é aproximar-se de americanos brancos e protestantes como uma forma de ascensão. Já os brasileiros mais escuros podem decidir se se aproximam dos negros americanos ou dos latinos&#8221;.</p>
<p>A imagem dos brasileiros, nos Estados Unidos, segundo Bernadete, está ligada ao exotismo. O Brasil exerce fascínio, principalmente em relação à sensualidade das mulheres difundida pelas escolas de samba, à forte musicalidade, ao charme de Carmem Miranda. &#8220;Todo americano quer visitar o Brasil. Somos a Disneylândia deles! Seja pelo exotismo da Amazônia ou pelo carnaval&#8221;, afirma a pesquisadora.</p>
<p>Segundo a pesquisadora os brasileiros insistem na brasilidade, rejeitando a identidade latina para evitar o olhar discriminatório americano e também suas conotações políticas. &#8220;Há certo oportunismo nisso&#8221;, garante Bernadete. Porque, antes de tudo, assumir-se como latino é reconhecer o lugar de excluído e lutar pela conquista de direitos como as cotas em universidades, por exemplo.<br />
O conceito de brasilidade, no entanto, é feito de exclusões. &#8220;Quem nos define como brasileiros nos EUA é a imagem construída sobre o Rio de Janeiro. Eu mesma aprendi a sambar e a fazer feijoada lá&#8221;. Bernadete percebeu que as relações de discriminação entre brasileiros se acentua nos EUA. &#8220;Eles fazem muitos joguinhos, discriminam você pelo sotaque paraibano ou cearense&#8221;.</p>
<p>Estima-se que o número de brasileiros nos EUA ultrapassou 800 mil no início da década de 2000. Na Califórnia, onde estão os grupos pesquisados, a maior parte é de cariocas, seguidos de paulistas e gaúchos. Nova York concentra mais mineiros e capixabas ligados mais à construção civil e aos serviços, assim como Miami abriga mais nordestinos, que geralmente aceitam todo tipo de trabalho.<br />
Bernadete explica que os fluxos de imigração sempre ocorrem em relações de redes que se estabelecem. Ela explica que as primeiras redes migratórias foram produzidas pelos próprios americanos, primeiramente através da expansão do adventismo do sétimo dia, a partir de 1880. As redes de casamento entre brasileiros e americanos se acentuaram com o deslocamento de soldados americanos que vinham prestar serviço no Brasil, durante as duas grandes guerras. Posteriormente através do fluxo de cientistas e pesquisadores no País e no desejo de artistas brasileiros em alcançar o sucesso em terras americanas, estimulados pelo fenômeno Carmem Miranda.</p>
<p>A intensificação da imigração Brasil-EUA, ocorre a partir da década de 80 e se intensifica nos governos Collor e FHC. &#8220;Essa não é característica especial do Brasil. Os novos movimentos migratórios foram potencializados pela globalização e pelo neoliberalismo. O que vemos são os colonizados indo para as metrópoles que os colonizaram ou neocolonizaram&#8221;, finaliza.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/eua-%e2%80%9clatinos-go-home%e2%80%9c-parte-3-os-brasileiros/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>EUA: “Latinos go home!” &#8211; parte 2</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/eua-%e2%80%9clatinos-go-home%e2%80%9d-parte-2</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/eua-%e2%80%9clatinos-go-home%e2%80%9d-parte-2#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 12:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Demografia]]></category>
		<category><![CDATA[EUA e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=560</guid>
		<description><![CDATA[A reportagem de Leonardo Ferreira no “Brazilian Voice”, jornal da comunidade brasileira nos EUA, intitulada “Crise econômica força imigrantes a avaliarem vida nos Estados Unidos” exibe opiniões controversas de especialistas sobre o êxodo de volta dos latinos. A matéria abre debate sobre o tema: “Em todos os Estados Unidos, milhares de imigrantes – tanto legais quanto ilegais – estão enfrentando o mesmo dilema: continuam buscando emprego numa economia em crise ou voltam para casa, onde a situação econômica, muitas vezes, pode ser ainda pior?” A matéria cita uma entrevista ao portal &#8220;cnn.com&#8221;.de Abel Valenzuela, professor da UCLA &#8211; Universidade da Califórnia &#8211; Los Angeles, que passou anos estudando os operários diaristas. &#8220;As coisas estão muito difíceis e acho que acabam impactando os que estão na base da pirâmide social ainda mais&#8221;, &#8220;Os operários estão realmente sentindo o impacto. Todos eles estão competindo pelos poucos empregos disponibilizados&#8221;, Continua a matéria do Brazilian Voice: &#8220;O ‘boom’ do crescimento econômico nos Estados Unidos durante as décadas de 1990 e 2000 criou uma grande demanda por mão-de-obra que variava, desde construir casas, à agricultura, dos matadouros às babás. Com a crise, muitos desses empregos simplesmente desapareceram, resultando em cada vez mais pessoas – imigrantes e americanos natos – indo em massa à agências de emprego ou fazendo filas nas calçadas em busca de qualquer tipo de trabalho que possam conseguir.&#8221; A matéria do BV mostra opiniões divergentes entre os especialistas. “Erik Camayd Freixas é professor da Universidade Internacional da Flórida, vem atuando há mais de 2 décadas como intérprete no tribunal local e viajou recentemente à Guatemala, onde presenciou os efeitos da queda das remessas feitas pelos imigrantes. &#8220;Todos estão falando sobre o assunto&#8221;, disse ele. &#8220;A economia local foi prejudicada e o desemprego é alarmante&#8221;. Ele disse que inúmeras pessoas deportadas dos Estados Unidos estão tentando encontrar qualquer tipo de emprego na Guatemala. &#8220;Há pessoas que chegaram há 6 meses e ainda não encontraram emprego&#8221;, comentou. Por isso, disse ele, muitos imigrantes preferem ficar nos EUA, mesmo com os obstáculos enfrentados no país, pois sabem da .dificuldade muito maior que teriam para voltar, pelo aumento da vigilância na fronteira. Já outro especialista citado, Steven Camarota, do Centro de Estudos Migratórios, um grupo conservador sediado em Washington – DC, disse que dados do Censo indicaram que mais de 1 milhão de imigrantes deixaram o país em 2008, um movimento que começou antes que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-561 aligncenter" title="mailgoogle" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/05/mailgoogle.jpg" alt="mailgoogle" width="327" height="240" /></p>
<p>A reportagem de Leonardo Ferreira no “Brazilian Voice”, jornal da comunidade brasileira nos EUA, intitulada “Crise econômica força imigrantes a avaliarem vida nos Estados Unidos” exibe opiniões controversas de especialistas sobre o êxodo de volta dos latinos. A matéria abre debate sobre o tema:</p>
<p>“Em todos os Estados Unidos, milhares de imigrantes – tanto legais quanto ilegais – estão enfrentando o mesmo dilema: continuam buscando emprego numa economia em crise ou voltam para casa, onde a situação econômica, muitas vezes, pode ser ainda pior?”</p>
<p>A matéria cita uma entrevista ao portal &#8220;cnn.com&#8221;.de Abel Valenzuela, professor da UCLA &#8211; Universidade da Califórnia &#8211; Los Angeles, que passou anos estudando os operários diaristas.</p>
<p>&#8220;As coisas estão muito difíceis e acho que acabam impactando os que estão na base da pirâmide social ainda mais&#8221;, &#8220;Os operários estão realmente sentindo o impacto. Todos eles estão competindo pelos poucos empregos disponibilizados&#8221;,</p>
<p>Continua a matéria do Brazilian Voice: &#8220;O ‘boom’ do crescimento econômico nos Estados Unidos durante as décadas de 1990 e 2000 criou uma grande demanda por mão-de-obra que variava, desde construir casas, à agricultura, dos matadouros às babás. Com a crise, muitos desses empregos simplesmente desapareceram, resultando em cada vez mais pessoas – imigrantes e americanos natos – indo em massa à agências de emprego ou fazendo filas nas calçadas em busca de qualquer tipo de trabalho que possam conseguir.&#8221;</p>
<p>A matéria do BV mostra opiniões divergentes entre os especialistas. “Erik Camayd Freixas é  professor da Universidade Internacional da Flórida, vem atuando há mais de 2 décadas como intérprete no tribunal local e viajou recentemente à Guatemala, onde presenciou os efeitos da queda das remessas feitas pelos imigrantes. &#8220;Todos estão falando sobre o assunto&#8221;, disse ele. &#8220;A economia local foi prejudicada e o desemprego é alarmante&#8221;. Ele disse que inúmeras pessoas deportadas dos Estados Unidos estão tentando encontrar qualquer tipo de emprego na Guatemala. &#8220;Há pessoas que chegaram há 6 meses e ainda não encontraram emprego&#8221;, comentou. Por isso, disse ele, muitos imigrantes preferem ficar nos EUA, mesmo com os obstáculos enfrentados no país, pois sabem da .dificuldade muito maior que teriam para voltar, pelo aumento da vigilância na fronteira.</p>
<p>Já outro especialista citado, Steven Camarota, do Centro de Estudos Migratórios, um grupo conservador sediado em Washington – DC, disse que dados do Censo indicaram que mais de 1 milhão de imigrantes deixaram o país em 2008, um movimento que começou antes que a crise econômica piorasse no final do ano passado. Ele acrescentou que as batidas policiais nos locais de trabalho em busca de ilegais &#8220;permitem que as pessoas saibam que as leis migratórias voltaram a funcionar&#8221;. Com os ilegais voltando aos seus países, disse ele. &#8220;É extremamente positivo para dois grupos: os contribuintes e os nativos com baixo nível educacional&#8221;.</p>
<p>A matéria do BV mostra como a falta de trabalho nos Estados Unidos impacta os países vizinhos. As remessas de dinheiro feitas pelos imigrantes mexicanos caíram pela primeira vez depois de 13 anos de altas ininterruptas. As remessas caíram 3.6%, de US$ 26 bilhões em 2007 para US$ 25 bilhões em 2008, segundo o Banco Central do México. O envio de dinheiro é a segunda maior fonte de divisas no México, perdendo somente para a exportação de petróleo. Outras nações da América Latina também sentiram o impacto da crise econômica nos Estados Unidos.</p>
<p>E ao final desfia os argumentos opostos.</p>
<p>&#8220;A verdade é que, apesar de nossa taxa de desemprego ser 7.6%, a maioria dos norte-americanos não ocuparão as vagas que os imigrantes ocupavam&#8221;, disse Erik. &#8220;Certamente, eles não colherão tomates, grapefruits e laranjas&#8221;. Camarota não concorda. Ele disse que os norte-americanos que não possuem o ensino secundário e que estão desempregados, a taxa de desemprego entre eles alcança 15%, tendem a competir por trabalhos na construção civil . &#8220;É muito dificil argumentar que estamos em falta de mão-de-obra básica&#8221;, disse ele.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/eua-%e2%80%9clatinos-go-home%e2%80%9d-parte-2/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>EUA: &#8220;Latinos go home!&#8221; &#8211; parte 1</title>
		<link>http://www.metro.org.br/afonso/eua-os-latinos-sao-expulsos-do-paraiso</link>
		<comments>http://www.metro.org.br/afonso/eua-os-latinos-sao-expulsos-do-paraiso#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 May 2009 12:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Afonso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Demografia]]></category>
		<category><![CDATA[EUA e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metro.org.br/?p=490</guid>
		<description><![CDATA[Durante décadas os americanos foram vistos na América Latina como interventores, arrogantes e imperialistas. Movidos por sentimentos nacionalistas, os movimentos estudantis por toda a América Latina cunharam a expressão “Yankees go home!” para dar seu recado aos intrometidos: “Americanos voltem para casa!”. “Yankees” foi o apelido dado aos nortistas pelos sulistas na Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana, mas como os nortistas foram os vencedores, o caráter pejorativo não colou. Mas de qualquer maneira, se a intenção basta, o termo era dito com conotação ofensiva. Pois bem, atualmente parece que está acontecendo algo inverso, os americanos é que querem mandar os latinos de volta para casa. O Presidente Abraham Lincoln (1809-1865), marcado por sua origem social humilde, é um dos maiores heróis da história dos Estados Unidos. Se os EUA foram fundados pela persistência e visão de George Washington, foi Lincoln com sua tenacidade que não deixou o país se partir em dois, quando venceu os separatistas do sul na Guerra de Secessão que durou os cinco anos de sua presidência (1861-1865) e, ao custo de 1 milhão de vidas, construiu o exército que se tornaria o mais poderoso do mundo. A abolição da escravatura acabou sendo, por fatores casuísticos, uma das principais obras do presidente Lincoln. Mas inicialmente os planos de Lincoln eram outros. Em 1816, quando Lincoln tinha apenas 7 anos de idade, foi criada a American Colonization Society, que tinha por objetivo levar de volta para a África os negros que iam sendo libertados da escravidão nos EUA. Foi adquirida uma área que veio a se tornar mais tarde a Libéria, que por sua vez veio a ser governada pelos descendentes desses antigos escravos. Segundo esse pensamento os negros não teriam condições de se adaptarem à sociedade americana, pois divulgava-se que o casamento de brancos com negros poderia gerar criaturas anômalas, além do sério aumento da criminalidade que os negros livres representariam. Lincoln pretendia transportar todos os negros para a África ou para os países latinos que os aceitassem antes de abolir a escravidão. Mas os fatos da Guerra de Secessão o obrigaram a assinar esse ato, para enfraquecer as forças adversárias do sul. O presidente Barack Obama lembra o presidente Lincoln em diversos aspectos, principalmente pelo fato de que ninguém levava sua candidatura a sério no início. Filho de um estudante negro do Quênia com mãe branca de família tradicional de classe média americana, Obama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-531" title="obama" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/05/obama.jpg" alt="obama" width="425" height="306" /></p>
<p>Durante décadas os americanos foram vistos na América Latina como interventores, arrogantes e imperialistas. Movidos por sentimentos nacionalistas, os movimentos estudantis por toda a América Latina cunharam a expressão “Yankees go home!” para dar seu recado aos intrometidos: “Americanos voltem para casa!”. “Yankees” foi o apelido dado aos nortistas pelos sulistas na Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana, mas como os nortistas foram os vencedores, o caráter pejorativo não colou. Mas de qualquer maneira, se a intenção basta, o termo era dito com conotação ofensiva. Pois bem, atualmente parece que está acontecendo algo inverso, os americanos é que querem mandar os latinos de volta para casa.</p>
<p>O Presidente Abraham Lincoln (1809-1865), marcado por sua origem social humilde, é um dos maiores heróis da história dos Estados Unidos. Se os EUA foram fundados pela persistência e visão de George Washington, foi Lincoln com sua tenacidade que não deixou o país se partir em dois, quando venceu os separatistas do sul na Guerra de Secessão que durou os cinco anos de sua presidência (1861-1865) e, ao custo de 1 milhão de vidas, construiu o exército que se tornaria o mais poderoso do mundo. A abolição da escravatura acabou sendo, por fatores casuísticos, uma das principais obras do presidente Lincoln. Mas inicialmente os planos de Lincoln eram outros.</p>
<p>Em 1816, quando Lincoln tinha apenas 7 anos de idade, foi criada a American Colonization Society, que tinha por objetivo levar de volta para a África os negros que iam sendo libertados da escravidão nos EUA. Foi adquirida uma área que veio a se tornar mais tarde a Libéria, que por sua vez veio a ser governada pelos descendentes desses antigos escravos. Segundo esse pensamento os negros não teriam condições de se adaptarem à sociedade americana, pois divulgava-se que o casamento de brancos com negros poderia gerar criaturas anômalas, além do sério aumento da criminalidade que os negros livres representariam. Lincoln pretendia transportar todos os negros para a África ou para os países latinos que os aceitassem antes de abolir a escravidão. Mas os fatos da Guerra de Secessão o obrigaram a assinar esse ato, para enfraquecer as forças adversárias do sul.</p>
<p>O presidente Barack Obama lembra o presidente Lincoln em diversos aspectos, principalmente pelo fato de que ninguém levava sua candidatura a sério no início. Filho de um estudante negro do Quênia com mãe branca de família tradicional de classe média americana, Obama em seu discurso de posse homenageou cada imigrante que ali chegou ajudando a construir o país:</p>
<p><em>“Por nós, eles colocaram seus poucos bens terrenos em uma mala e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida. </em></p>
<p><em>Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas dolorosas e lavraram a terra dura. </em></p>
<p><em>Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.</em></p>
<p><em>Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até calejar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor.</em></p>
<p><em>Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção.</em></p>
<p><em>Esta é a jornada que continuamos hoje.”</em></p>
<p>Mas depois dos palanques de campanha vem o gabinete da Sala Oval, encolhem-se os sonhos e chega a realidade. Realidade dura para os latinos que colheram laranjas e tomates de sol a sol, respiraram o pó insalubre das lixadoras na construção civil, os odores do lixo, se sujaram com o sangue dos matadouros ou trataram carinhosamente os bebês para que as mães americanas pudessem desempenhar melhor seus papéis no mundo moderno. E muitos latinos vestiram a farda bege do Exército dos Estados Unidos, tendo muitos feito a viagem sem volta para os campos de batalha do Vietnam, do Iraque e do Afeganistão.</p>
<p>Reportagem recente nas páginas do jornal “Brazilian Voice” da comunidade brasileira nos EUA, de autoria de Leonardo Ferreira, sob o título “Crise econômica força imigrantes a avaliarem vida nos Estados Unidos” diz que os especialistas em imigração resistem em aceitar a existência de um ‘êxodo’ voluntário ao reverso para a América Latina. Entretanto, afirma o repórter, existe a evidência de que operários diaristas já começaram a fazer as malas de volta, como resultado da crise econômica e endurecimento das leis migratórias.</p>
<p>A matéria entrevista Pedro Pablo, um imigrante ilegal da Guatemala que veio aos EUA para sustentar sua família, a esposa mais cinco filhos. Quando ele chegou aos EUA o trabalho na construção civil era abundante, mas ao longo do ano passado, disse ele, trabalhou somente três dias. Pedro vivia em um apartamento de 1 quarto que dividia com outros 7 indivíduos. Seu “quarto” consistia de um canto na sala de estar, onde ele mantinha seu cobertor, bolsa e uma foto da família. “Não consegui vencer aqui”, disse ele. “Se tiver que sofrer, é melhor sofrer na Guatemala com a minha família”.<br />
Continua a matéria: …Pedro Pablo dobra devagar seu cobertor estampado com a bandeira dos Estados Unidos e coloca-o em uma bolsa. Junto com ele guarda seu Sonho Americano.</p>
<p>“Eu deixei a minha família e perdí quatro anos da companhia dela. Pedirei que eles me perdoem”, comentou Pedro quase às lágrimas. Em seguida ele embarcou em um ônibus, somente de ida, pago pelo Consulado da Guatemala em Los Angeles (CA). “Pensei que poderia melhorar aqui. Arrependo-me de ter vindo” diz ao se despedir do paraíso que não encontrou.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metro.org.br/afonso/eua-os-latinos-sao-expulsos-do-paraiso/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

