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Ritual

Publicado por Antonio Ângelo em Poesia
data: 03/01/2014

Para ver meu coração
o peito me abriu
e o tomou – rubro – em suas mãos.

Seus olhos refletiam
a flor pulsante
que levou aos lábios
tingindo-os de carmin.

Dos lábios tatuados
desceram palavras suaves
num linguajar
há muito esquecido.

Mas as unhas –
as afiadas unhas –
fundo as cravou
entre as fibras borbulhantes.

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